Mel Schilling, apresentadora, psicóloga e coach de relacionamentos australiana, conhecida por sua participação como uma das especialistas em namoro no reality show Casados à Primeira Vista, faleceu em decorrência de um câncer de intestino na terça-feira (24), aos 54 anos. Segundo especialistas, a doença possui sintomas que muitas vezes são ignorados por mulheres e jovens.
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Mel recebeu o diagnóstico do câncer colorretal, em 2023 e desde então realizava tratamento. Entre os sintomas da doença, que também vitimou a cantora Preta Gil em 2025, estão sangue nas fezes, alteração persistente no ritmo ou no formato das evacuações, dor abdominal contínua e perda de peso sem explicação.
Sintomas escondidos
Após a morte de Mel, Graham Newstead, professor associado e diretor médico da Bowel Cancer Australia fez um alerta durante entrevista ao jornal The Sydney Morning Herald. Segundo médico, no caso de mulheres, principalmente as que estão passando pela perimenopausa ou possuem ciclos menstruais mais irregulares, podem confundir sinais do câncer intestinal como sangramentos e cólicas intensas com menstruação.
O médico alertou ainda que mulheres grávidas também podem acabar ignorando sangramentos e que é preciso não presumir que sangramentos ocorrem devido a hemorroidas e sempre procurar um médico para investigar.
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Entre os fatores de risco para a doença está a alimentação pobre em fibras, alto consumo de ultraprocessados, sedentarismo, tabagismo, etilismo, doenças inflamatórias intestinais e predisposição genética.
Câncer de intestino entre jovens
A coloproctologista Angélica Kneipp, do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap-UFF), também faz o alerta para que jovens não acabem subestimando alguns sinais, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento. “Esses sintomas merecem investigação médica imediata”, afirma.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a morte prematura por câncer de intestino antes dos 70 anos deve aumentar até 2030, tanto entre homens quanto entre mulheres. A oncologista clínica Jéssica Vasconcellos, do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), afirma que o aumento de casos entre jovens está mudando o perfil da oncologia no país.
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“Esses pacientes frequentemente chegam com a doença em estágios mais avançados, em parte porque não estão incluídos nas faixas etárias dos programas de rastreamento”, pontua Vasconcellos.
Uma das maneiras de detecção da doença é por meio da colonoscopia. O exame, hoje recomendado no Brasil a partir dos 45 anos em pessoas de risco usual, permite visualizar o interior do cólon e o reto com uma câmcera e ajuda a prevenir e diagnosticar a doença.





