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CÔMICO

Mulher é esquecida em banheiro em Blumenau, vira "desaparecida" e mobiliza buscas

Rosana Severino, 53, ficou trancada dentro da empresa onde trabalha por mais de 12 horas

21/07/2021 - 11h13 - Atualizada em: 21/07/2021 - 14h14

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Rosana foi "esquecida" dentro de empresa de Blumenau
Rosana foi "esquecida" dentro de empresa de Blumenau
(Foto: )

Até a família de Rosana Severino, 53 anos, não consegue acreditar no que aconteceu. A mulher “desapareceu” em Blumenau nesta terça-feira (20), quando saía do trabalho. Depois de quase 15 horas de desespero, procura em todos os cantos possíveis do município e muita angústia, o desfecho surpreendeu: Rosana, na verdade, sequer saiu da empresa. Ela ficou trancada ao ir ao banheiro.

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Agora aliviada, uma das filhas da moradora, Talana da Silva, conta que a mãe trabalha em uma pequena empresa no bairro Passo Manso. Sempre quando o expediente encerra, perto das 15h, antes de acelerar o passo em direção ao ponto de ônibus, Rosana costuma ir ao banheiro e avisar às demais — justamente por medo de ficar presa. Nesta terça, porém, ela não alertou à chefe, que não percebeu que havia uma funcionária no interior do imóvel, fechou o local e a deixou para trás.

Como a mulher não chegou em casa no horário, duas filhas que moram com ela e o marido começaram a se preocupar. Não demorou muito para a família se mobilizar atrás de Rosana. Um boletim de ocorrência foi registrado, publicações nas redes sociais foram compartilhadas, conhecidos passaram a circular de carro pela região da Água Verde e Indaial. Pelas imagens de câmeras de segurança, as filhas tentaram visualizar se a mãe fora raptada antes de embarcar no ônibus. Hospitais e até o Instituto Geral de Perícias foram visitados.

— Passou tudo pela nossa cabeça, menos o óbvio. Ninguém pensou em ir até a empresa. Parece piada, nem a gente acredita que isso aconteceu — diz Talana.

Rosana não costuma levar o celular ao trabalho e não conseguiu telefonar para ninguém. Sem outra alternativa de contato, decidiu esperar até as 5h desta quarta-feira (21), quando a chefe abriu o local.

— Parece que a encarregada até chorou ao ver minha mãe. A gente se sente culpado, mas é algo que pode acontecer. Fica de exemplo para outras empresas menores — reflete a filha.

Diferente da família, que passou a noite em claro em busca de uma resposta, Rosana foi para casa disposta, cheia de energia para colocar em dia os afazeres de casa.

Final feliz. E cômico.

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