nsc
    hora_de_sc

    Crime

    Mulher que confessou matar grávida em Canelinha pede transferência de prisão após ameaças

    Segundo o advogado de defesa, crime revoltou outras detentas que estariam ameaçando a mulher

    20/11/2020 - 15h16 - Atualizada em: 20/11/2020 - 18h25

    Compartilhe

    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Grávida morta Canelinha
    Crime ocorreu em uma cerâmica desativada em Canelinha
    (Foto: )

    A defesa da mulher que confessou o assassinato de uma gestante para roubar o bebê em Canelinha, na Grande Florianópolis, pediu à Justiça a transferência de presídio após ameaças que estariam ocorrendo contra a detenta, que aguarda julgamento pelo crime. Ela está presa atualmente em Tijucas, cidade vizinha ao município onde morava e cometeu o crime.

    > “Foi tirada a vida de uma pessoa cheia de sonhos”, diz amiga de grávida morta em Canelinha

    Conforme o advogado da mulher, Rodrigo Goulart, agentes de segurança que trabalham no presídio teriam ficado sabendo das ameaças contra a detenta, que está em uma cela isolada, sem contato com as outras presas.

    — A acusação dela causa muita repulsa, inclusive de muitas detentas que são mães e tomam a dor pela mulher que faleceu. Falei com o chefe de segurança do presídio e ele garantiu que ninguém encostaria um dedo nela, mas a integridade dela está ameaçada — disse o advogado.

    O pedido é para que a mulher seja transferida do presídio de Tijucas para o Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí, que possui mais condições de segurança para esse tipo de situação.

    A mulher está presa desde 28 de agosto, dia seguinte ao crime, quando foi detida pela polícia e admitiu o assassinato da grávida com a intenção de ficar com a criança. Desde lá, a mulher ficou detida em vários locais diferentes pelo Estado, passando por Tijucas, Chapecó, Itajaí e Brusque, até voltar para Tijucas onde está atualmente.

    Relembre o caso

    Flavia Godinho Mafra estava grávida de 36 semanas e desapareceu no dia 27 de agosto, depois de sair de casa de carona para um chá de bebê surpresa. Ela foi encontrada morta no dia seguinte (28) em uma cerâmica de Canelinha, na Grande Florianópolis, com o ventre aberto e sem o bebê.

    Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com o crime. Segundo a Polícia Civil, uma delas era amiga da vítima, que teria atingido a cabeça da gestante com um tijolo e cortado a barriga dela para retirar o bebê, e a outra era o companheiro da acusada do assassinato.

    > Grávida morta em Canelinha: veja o que já se sabe sobre o caso

    Após o crime, a mulher teria ido ao hospital de Canelinha e apresentado a criança como filha. Ela alegou ter tido um parto espontâneo com a ajuda de terceiros. A equipe médica, no entanto, constatou que não havia indícios de parto recente na paciente e encaminhou a criança ao Hospital Infantil de Florianópolis, pelo fato de que ela apresentava cortes pelo corpo.

    > Grávida que estava desaparecida é encontrada morta e sem o bebê no ventre

    Os suspeitos foram levados à Delegacia de Polícia Civil de Tijucas, onde a mulher contou ter planejado o crime por pelo menos dois meses, quando decidiu que encontraria uma criança para substituir a que havia perdido em janeiro, em um aborto. O marido disse não ter conhecimento sobre os fatos, e chegou a ficar detido até o início de outubro, quando teve a prisão revogada pela Justiça. O bebê sobreviveu e ficou sob os cuidados da família.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Polícia

    Colunistas