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Polícia

Mulher matou amiga grávida com golpe de tijolo na cabeça, diz Polícia Civil

Em depoimento à polícia, suspeita teria confessado o crime e dito que usou estilete para retirar bebê do ventre da vítima

28/08/2020 - 12h50 - Atualizada em: 01/09/2020 - 19h00

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Jean
Por Jean Laurindo
Corpo da mulher grávida foi encontrado em cerâmica desativada em Canelinha
Corpo da mulher grávida foi encontrado em cerâmica desativada em Canelinha
(Foto: )

A mulher presa nesta sexta-feira (28) suspeita do assassinato da grávida encontrada morta em Canelinha disse em depoimento que teria matado a vítima com um golpe de tijolo na cabeça. Segundo a Polícia Civil, ela também afirmou que teria usado um estilete para retirar o bebê do ventre da gestante.

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A mulher grávida de 25 anos estava desaparecida desde a tarde de quinta-feira (27), quando saiu de casa de carona para participar de um chá de bebê surpresa. Em depoimento ao delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, a suspeita admitiu que teria contado à vítima a história do chá de bebê para atrai-la.

A suspeita então conduziu a vítima para uma cerâmica desativada no bairro Galera, em Canelinha. Ainda conforme o depoimento, ao chegar no local, ela teria aproveitado um momento em que a amiga estava de costas para dar um golpe com um tijolo na cabeça da grávida, que caiu ao chão. Em seguida, ela teria dado mais golpes na vítima e utilizado um estilete para cortar a barriga e retirar a criança.

Ao delegado, a suspeita disse que também estava grávida, mas que perdeu o bebê e não contou para os familiares por causa da expectativa que eles haviam criado. Por causa disso, teria tido a ideia de “pegar” o bebê da vítima, de quem era amiga desde a infância.

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A suspeita alegou que o companheiro, que também foi preso nesta sexta-feira, não sabia do caso. Após retirar o bebê da vítima, ela teria ligado para o marido e simulado um parto espontâneo com ajuda de populares. Segundo a Polícia Militar, o corpo também tinha marcas na região do pescoço. 

O bebê foi levado para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, e está bem.

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O casal preso suspeito de envolvimento no caso deve permanecer detido em Tijucas. Segundo a Polícia Militar, trata-se de uma mulher de 24 anos e o homem, 44 anos. O nome da mulher e do marido presos não foram divulgados por causa da Lei de Abuso de Autoridade.

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