Desde o dia 1º de janeiro, Edilberto de Lima vive dias de angústia às margens do Rio Chapecozinho, no interior de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. A filha de 9 anos desapareceu após cair no rio junto com a mãe, Patrícia Sechini, de 33 anos. O corpo da mulher foi localizado na sexta-feira (3), a cerca de 10 quilômetros do local do acidente, mas a criança segue desaparecida, mantendo a família em uma espera dolorosa e sem respostas.

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Desde então, Edilberto permanece no local acompanhando e ajudando de perto cada etapa das buscas.

— Enquanto eu não encontrar ela, eu não vou parar — disse o pai, que tem se mantido firme mesmo diante do cansaço.

Conforme Edilberto, na segunda-feira (05), em um dos pontos às margens do rio, entre pedras, foi encontrado um tênis que, segundo ele, pertence à filha e era o mesmo que ela usava antes do ocorrido.

As buscas seguem intensas e são orientadas por diferentes elementos observados ao longo da correnteza, como objetos presos em galhos e relatos pontuais de odores fortes em determinados trechos do rio. As informações, repassadas por familiares e moradores, passam por análise das equipes para o direcionamento das áreas a serem vistoriadas.

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Conforme o 14º Batalhão de Bombeiros Militar, na manhã desta terça-feira (6), os trabalhos contaram com o apoio de um drone da Defesa Civil de Xanxerê e com sobrevoo do helicóptero do SAER da Polícia Civil. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) também atuaram em solo. No período da tarde, outra equipe realizou buscas com drone do CBMSC e com o auxílio do binômio de busca, percorrendo o trecho do rio entre os municípios de Entre Rios e Marema. Nenhum novo vestígio foi localizado, e as áreas vistoriadas foram descartadas.

A corporação informou que as buscas serão retomadas nesta terça-feira (7), dependendo das condições de visibilidade. A correnteza forte e a mata ciliar densa seguem sendo os principais obstáculos enfrentados pelas equipes.

O acidente ocorreu durante uma pescaria, quando as vítimas já retornavam para casa. Segundo relato de uma tia da criança, a mãe saiu da trilha para observar a água junto da filha. As duas estavam sobre uma pedra, próximas à margem, quando acabaram caindo no rio. A cena foi presenciada por um adolescente de 13 anos, que correu para avisar o pai, que estava alguns metros atrás na trilha.

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