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Meio ambiente

Nevoeiro ou fumaça? Entenda a mudança na paisagem da Grande Florianópolis 

Vento e a altura são fatores decisivos para entender a influência destes fenômenos no tempo 

12/09/2019 - 08h28 - Atualizada em: 12/09/2019 - 16h34

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Por Camila Levien
Amanhecer desta quinta-feira (12) em Florianópolis
(Foto: )

A fina cobertura branca que muitos percebem sobre o céu da Grande Florianópolis tem sido motivo de dúvida. Seria uma consequência do incêndio que iniciou na terça-feira e atingiu mil hectares do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ou é responsabilidade do nevoeiro marítimo que causou transtornos ao litoral de Santa Catarina no início da semana?

O meteorologista da NSC Comunicação, Leandro Puchalski, explica que na verdade o fenômeno é resultado de uma combinação destes dois fatores com o vento. A diferença se encontra nas camadas da atmosfera, ou seja, na altura em que cada um deles passa a predominar.

— Durante a manhã no Litoral, especialmente nas cidades da Grande Florianópolis a paisagem branca é causada pelo do nevoeiro, porém se isso perdurar mesmo com o aquecimento ao longo do dia, aí sim poderemos atribuir a fumaça. O fator decisivo para isso é o vento — afirma Puchalski.

O fator é também fundamental para a propagação do fogo, pois facilita a combustão e facilita que as chamas se alastrem. A previsão para esta quinta-feira (12) é de mudança na direção do vento, de acordo com a Central NSC de Meterologia.

No decorrer do dia ele irá mudar de Norte/Nordeste, para Sul devido a aproximação de uma baixas pressão pelo oceano. A velocidade média deverá se manter semelhante aos dias anteriores, entre 25 e 30km/h.

— O que é determinante é a presença do vento ou não. Se há a presença de vento, independentemente do quadrante, no local é mais fácil de o fogo retornar. Se não houver vento é melhor — explica o 1° tenente e chefe do Centro de Comunicação Social do Corpo de Bombeiro Militar de Santa Catarina (CBMSC), Ian Triska.

Em relação a fumaça, o meteorologista explica que a influência está no alto, aproximadamente um quilômetro de altura. Os chamados ventos de altos níveis funcionam como rios de ar que estão na direção do quadrante Norte/Nordeste e a empurram em direção ao mar.

— Nas imagens de satélite percebemos que a tendência é que isso seja mais notado na região de Imbituba e Garopaba e pode inclusive prejudicar a visibilidade de que navegar por ali — afirma Puchalski.

Alerta aos navegantes

Além da dificuldade de enxergar, outro cuidado deve ser tomado com o fenômeno. A Marinha do Brasil emitiu um alerta rajadas de direção Sudoeste a Sul, com intensidade até 61 km/h em Santa Catarina, ao norte de Laguna (SC). O órgão pede atenção especial aos navegantes de pequenas e médias embarcações.

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