A Amazon está trabalhando em uma nova versão da Alexa que deve integrar ferramentas de IA às suas funções de assistente, funcionando como um ChatGPT a partir da caixa de som ou dos dispositivos em que está integrada.
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O novo projeto, batizado de “Moonraker“, adiciona funções de agentes de IA ao assistente, e deve estar vinculado ao modelo pago da empresa de Jeff Bezos, o Alexa+. Em suas especificações, a expectativa é de que o projeto consiga lidar com tarefas mais complexas, que envolvam múltiplas operações em aplicativos em simultâneo.
O que é e o que faz um agente de IA
Agentes de IA são softwares capazes de agir com autonomia, algo que não está completamente dentro das capacidades dos assistentes convencionais. Sua estrutura permite ir além da solicitação inicial e focar na tarefa.
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Enquanto as IAs tendem a responder questões individualmente, os agentes de IA executam tarefas. Após receber um objetivo, são capazes de dividir a tarefa em etapas, usar ferramentas, navegar na web, ler documentos, acessar sistemas, e delegar funções para outras IAs integradas.
Embora boa parte das IAs que utilizamos avançam para cumprir tarefas cada vez mais complexas, para o usuário, a principal vantagem é que um agente de IA não precisa de diversos comandos. A partir de uma simples ordem, a IA é capaz de executar tarefas com maior complexidade.
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Alexa deve competir com ChatGPT e Gemini
Segundo o Business Insider, que teve acesso a documentos que seriam uma prévia da nova versão da Alexa com IA, o assistente da Amazon poderia agendar tarefas mais complexas por diversos aplicativos. Isso incluiria, por exemplo, pedir para o assistente pedir uma corrida para o Uber e mandar uma mensagem a um amigo ao mesmo tempo.
Ao contrário da nova Siri, da Apple, esse tipo de funcionalidade viria de uma IA própria, e não de parcerias com Google ou OpenAI. Ao que tudo indica, essa seria uma entrada mais aprofundada da Amazon na área de inteligência artificial generativa.
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Nova Alexa exigirá US$ 100 milhões em placas de vídeo
Ainda segundo o Business Insider, o projeto Moonraker dependerá de uma infraestrutura própria de IA para processar as atividades da nova Alexa. Nos documentos, a Amazon estima custos em “centenas” de placas de vídeo em mais de US$ 100 milhões em 2026.
O projeto terá, no entanto, um modelo Sonnet, desenvolvido pela Anthropic, criadora do Claude, para avaliar raciocínios avançados e respostas a elementos visuais.
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Até o momento, a Alexa+, versão paga do programa, está disponível apenas nos Estados Unidos, com testes sendo aplicados no Reino Unido. Uma versão disponível para usuários brasileiros deve estar disponível em um futuro breve.
