A procura por vida fora da Terra ou por mundos que possam, de alguma forma, abrigar seres vivos, é uma das grandes obsessões da ciência há décadas. Recentemente, essa busca ganhou mais um capítulo e mais um personagem: o telescópio Pandora, da NASA, que tem a missão de encontrar planetas habitáveis fora do Sistema Solar.
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O telescópio já está no espaço. O Pandora iniciou a viagem em busca de desvendar mundos habitáveis no dia 11 de janeiro, quando decolou a bordo do foguete Falcon 9, da SpaceX, empresa do bilionário americano Elon Musk.
Considerado pequeno se comparado a outros telescópios – tem o tamanho aproximado de uma geladeira – o Pandora é fruto de uma parceria da agência espacial americana, a NASA, com a universidade do Arizona, dos Estados Unidos.
A missão: encontrar planetas habitáveis fora do Sistema Solar
Entre os principais objetivos do Pandora no espaço está encontrar e estudar planetas habitáveis que orbitam estrelas distantes, os chamados exoplanetas – ou seja, que estão fora do nosso Sistema Solar. O foco é analisar a atmosfera desses corpos celestes, separando-a do brilho das respectivas estrelas-mães.
Essa separação que o Pandora será capaz de fazer vai resolver um grande problema da astronomia moderna, já que os telescópios atuais – como o James Webb e o Hubble – não conseguem fazer essa separação. Nas imagens atuais, as chamadas manchas estelares interferem na leitura da composição atmosférica do planeta.
Ao todo, o Pandora deve estudar vinte exoplanetas. O foco é claro: analisar se esses planetas podem abrigar vida. Eles estão nas chamadas zonas habitáveis e possuem tamanhos próximos ao da Terra e de Júpiter. O telescópio vai tentar identificar componentes em suas atmosferas, especificamente procurando por nuvens, névoas e água, o que pode representar um potencial considerável para abrigar vida.
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O lançamento do Pandora ao espaço, bem como o objetivo do equipamento e o foco em encontrar planetas habitáveis fora do Sistema Solar, faz parte do projeto Astrophysics Pioneers, da NASA, que busca justamente identificar mundos que possam abrigar – ou que já tenham abrigado – vida. A iniciativa da agência americana também é reduzir os custos com as missões espaciais sem prejudicar os resultados.
Parceria com o James Webb
Mais do que procurar por sinais de potencial habitabilidade em exoplanetas, o Pandora vai ser uma espécie de parceiro com o James Webb, maior telescópio já produzido pela humanidade e que está no espaço desde 2022 – e que já contribuiu para o entendimento e o descobrimento de muitos astros e até mesmo galáxias.
O Pandora vai fornecer dados de longo prazo e analisar imagens e informações de forma mais precisa e mais próximas do que o James Webb, sendo um complemento aos estudos já iniciados pela NASA e outras agências.
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