O pirogue, uma comida tradicional do Leste Europeu, pode transformar a cidade de Papanduva, no Planalto Norte de Santa Catarina, na Capital Nacional da iguaria. O prato, introduzido na região por imigrantes, ganhou destaque em um projeto de lei (PL) apresentado na Câmara dos Deputados.
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O documento leva em consideração para a sugestão a consolidada tradição histórica, cultural e gastronômica vinculada à imigração polonesa e ucraniana que marcou profundamente a formação social na região.
Veja fotos das variações do Pirogue
Para a deputada federal Caroline De Toni (PL), que sugeriu o projeto, o reconhecimento de Papanduva como Capital Nacional do Pirogue possui relevante dimensão cultural, turística, econômica, educacional e identitária.
O que é o pirogue?
Também chamado de pierogi, o prato típico do Leste Europeu foi introduzido na região por imigrantes poloneses no final do século 19 e início do século 20. A iguaria se integrou de maneira orgânica ao cotidiano das famílias locais.
“Ao longo das gerações, a receita deixou de ser apenas expressão culinária para se transformar em verdadeiro símbolo de identidade cultural, preservando modos de preparo, técnicas artesanais e significados comunitários transmitidos no ambiente doméstico e nas celebrações coletivas”, descreve o projeto de lei nº 653/2026, da deputada federal Caroline De Toni (PL).
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Qual é a receita do prato?
O pirogue é preparado com massa leve à base de farinha, água, sal e, frequentemente, ovos, e tradicionalmente recheado com batata e queijo branco, ricota fresca temperada ou repolho, o prato reflete a culinária rural, afetiva e familiar da região.
Seu modo de preparo, moldado em meia-lua, selado manualmente, cozido e posteriormente servido com manteiga, nata, linguiça ou cebola caramelizada, mantém características originais da tradição europeia, ao mesmo tempo em que incorpora elementos locais, como o queijo colonial.
Próximos passos
Após a sugestão do projeto de lei, o documento deve seguir em tramitação na Câmara dos Deputados. Depois, precisa passar pelas comissões para, apenas então, acontecer a eventual votação em plenário.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira





