O número de mortos do incêndio de grande proporções que atingiu diversos arranha-céus de um complexo residencial em Hong Kong nesta quarta-feira (26) subiu para 55, informaram as autoridades locais. Até a manhã desta quinta-feira (27), mais de 300 pessoas ainda estavam desaparecidas e outras 72 feridas. O fogo é considerado o mais mortal na cidade em 30 anos. Com informações do g1.
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Ainda conforme as autoridades, três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no incêndio. Até a última atualização desta reportagem, muitas pessoas ainda estavam presas nos prédios em chamas, segundo o Corpo de Bombeiros. O complexo que pegou fogo tem oito torres.
O último de grande incêndio em Hong Kong ocorreu em 1996, quando 41 pessoas morreram após um fogo causado por soldagem durante reformas internas. O episódio levou a mudanças nas regras de construção e segurança contra incêndios em prédios altos.
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Veja o que se sabe sobre o incêndio em Hong Kong
Como o incêndio começou?
Os bombeiros foram acionados por volta das 3h51 no horário de Brasília (14h51, no horário local) e mobilizou centenas de agentes. Horas após o início do combate às chamas, o Departamento de Bombeiros elevou o alerta para o nível 5, o mais alto da escala. Outros 400 policiais foram mobilizados, segundo o governo.
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Qual a causa do incêndio?
A causa do incêndio está sendo investigada, mas as autoridades acreditam que o fogo se espalhou rapidamente por telas de construção verdes e andaimes de bambu que estavam sendo usados em obras de reforma. A polícia informou que as telas não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio.
Quem são os suspeitos?
Três homens da construtora responsáveis pela obra foram presos sob suspeita de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
“Temos motivos para acreditar que os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se alastrasse descontroladamente, resultando em um grande número de vítimas”, disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong .
A polícia fez, nesta quinta-feira (27), buscas no escritório da Prestige Construction & Engineering Company, que, segundo a Associated Press, era responsável pelas reformas no complexo de torres. De acordo com a mídia local, a polícia apreendeu caixas de documentos como provas.
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Quem são as vítimas?
O nome das vítimas ainda não foi divulgado pelas autoridades, contudo, conforme a rede britânica BBC, um dos bombeiros está entre os mortos. Outros socorristas também ficaram feridos.
Um porta-voz dos bombeiros afirmou que havia “muita preocupação” pela temperatura dentro dos prédios, que estava muito alta e dificultava a entrada nos edifícios para realizar trabalhos de resgate.
Autoridades disseram em entrevista coletiva que 51 pessoas morreram no local e outras quatro morreram no hospital. Os feridos sofreram queimaduras e lesões por inalação.
O complexo está localizado no distrito de Tai Po e possui cerca de dois mil apartamentos. O local abriga cerca de 4,6 mil moradores, segundo um censo realizado pelo governo em 2021. Cada uma das oito torres tem mais de 30 andares.
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