Imagine caminhar pelos corredores de um museu famoso e encontrar molduras vazias penduradas nas paredes. Esse cenário melancólico é a realidade do Isabella Stewart Gardner Museum, em Boston, desde 1990.

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Naquela época, o mundo testemunhou o maior furto de objetos de arte já registrado, um crime que ainda desafia especialistas.

Dois indivíduos entraram no local disfarçados de policiais e renderam os guardas de plantão com facilidade.

Durante 81 minutos, eles selecionaram e removeram peças valiosas que somam centenas de milhões de dólares. Mesmo após três décadas de buscas, o paradeiro desse tesouro histórico permanece um completo mistério para as autoridades.

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O que intriga especialistas até hoje não é só o que eles levaram, mas as obras valiosíssimas que decidiram ignorar. Você sabe o que eles deixaram para trás?

Como ocorreu o roubo ao museu Isabella Stewart Gardner

O crime ocorreu durante a madrugada, aproveitando o movimento das festividades do Dia de São Patrício na cidade.

Os criminosos enganaram a segurança ao alegar que precisavam investigar uma ocorrência interna no prédio. Após entrarem, eles imobilizaram os vigilantes e os levaram para o porão, deixando o caminho livre.

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Com o controle da situação, os assaltantes demonstraram uma calma surpreendente ao circular pelas galerias.

Eles cortaram telas diretamente das molduras, espalhando vidro por onde passavam antes de fugirem. O sol ainda não havia nascido quando os ladrões deixaram o local carregando 13 itens em seu veículo.

Qual é a pintura roubada mais valiosa do mundo

Entre os objetos levados, a obra “O Concerto”, do pintor Johannes Vermeer, tornou-se o grande símbolo da perda.

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Esta pintura é considerada uma das mais valiosas do planeta devido à sua raridade e técnica refinada. A colecionadora Isabella Stewart Gardner comprou a peça em 1892, garantindo sua exibição em Boston por décadas.

A imagem retrata três pessoas em um momento musical, revelando detalhes de status e sofisticação social. Infelizmente, o desaparecimento dessa obra criou um vazio que nenhuma outra peça conseguiu preencher até hoje.

Além de Vermeer, nomes como Rembrandt e Manet também tiveram trabalhos roubados naquela noite fatídica.

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Onde estão as obras roubadas do museu de Boston

Logo após o ocorrido, os investigadores começaram a traçar diversas linhas de raciocínio sobre os autores do crime.

Surgiram hipóteses ligando o roubo ao crime organizado e ao uso das telas como moeda de troca. Entretanto, as descrições dos suspeitos e os relatos recebidos não levaram a nenhuma prisão concreta ao longo dos anos.

Muitos especialistas se intrigam com as escolhas estranhas feitas pelos criminosos durante a ação no museu. Eles ignoraram peças extremamente valiosas enquanto danificavam outras de forma bruta e pouco profissional.

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Essa mistura de planejamento e descuido mantém o caso em destaque nas discussões sobre segurança em museus.

Como roubo virou série

Atualmente, o museu oferece uma recompensa de 10 milhões de dólares por informações que recuperem as peças.

A instituição reforça que ainda espera por “fatos” novos que possam finalmente encerrar essa longa espera histórica. Eles acreditam que qualquer detalhe verificado pode ser a chave para localizar o acervo perdido.

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Recentemente, o interesse pelo caso cresceu de forma explosiva graças a uma produção documental de sucesso na Netflix.

Conhecida como “o maior roubo de arte de todos os tempos”, a série revisita cada etapa da investigação. Enquanto o mistério persiste, as molduras vazias continuam esperando pelo retorno de seus antigos ocupantes.

*Por Raphael Miras

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