O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,16% em outubro, informou nesta terça-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio após dois meses consecutivos de queda (-0,37% em setembro e -0,73% em agosto).

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Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam elevação de 0,09% em outubro. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 passou a registrar alta de 6,85%, segundo o IBGE. O avanço estava em 7,96% até setembro.

O IPCA-15 é um indicador prévio de inflação. Seus dados são coletados entre a segunda metade do mês anterior e a primeira metade do mês de referência da divulgação —neste caso, setembro e outubro. O índice oficial de inflação do Brasil é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também divulgado pelo IBGE.

Como a variação do IPCA é calculada ao longo do mês de referência, o dado de outubro ainda não está fechado. Será conhecido em 10 de novembro.

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Pressionado pelos efeitos da alta dos preços entre o eleitorado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) apostou no corte de tributos para aliviar a carestia nos últimos meses. O teto para cobrança de ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte foi sancionado em junho por Bolsonaro.

Um dos efeitos da medida foi a queda dos preços da gasolina. Esse alívio, porém, dá sinais de esgotamento às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (30). Bolsonaro aparece atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenção de voto.

Em 12 meses, o IPCA-15 está acima da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) para o IPCA. O centro da meta é de 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de até 5%.

Para frear a carestia, o BC teve de aumentar a taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir nesta terça para definir o patamar da Selic — a decisão sai nesta quarta (26).

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Economistas esperam que a taxa permaneça no atual patamar, já que o cenário carrega incertezas de origem eleitoral. Por ora, eles veem o início de um ciclo de cortes apenas em meados de 2023.

*Por Leonardo Vieceli

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