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Saúde

Pacientes ficam sem insulina em Joinville após falta de energia elétrica afetar farmácia

Prefeitura aguarda retorno do fabricante para saber se precisará descartar cerca de 1,8 mil canetas de insulina

06/01/2022 - 15h56 - Atualizada em: 06/01/2022 - 17h08

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Hassan
Por Hassan Farias
Farmácia Escola de Joinville
Farmácia Escola teve falta de energia no último dia 30 em Joinville
(Foto: )

Pacientes estão sem insulina em Joinville após a queda de energia elétrica registrada na Farmácia Escola em 30 de dezembro, durante o recesso da unidade. Com isso, desde segunda-feira (3), quando o serviço retomou as atividades, as pessoas não conseguem retirar o medicamento de ação rápida.

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De acordo com a prefeitura, a queda de energia durou muito tempo e o gerador não deu conta de manter a temperatura adequada das geladeiras. Eram armazenadas 1.897 canetas de insulina glulisina (Apidra) que seriam distribuídas durante todo o mês na unidade localizada no bairro Bucarein.

Os medicamentos foram colocados em quarentena após abertura de consulta ao laboratório fabricante das insulinas. O município aguarda um laudo da empresa indicando se o material ainda poderá ser usado ou se precisará ser descartado.

Enquanto isso, a prefeitura solicitou um novo lote de insulinas ao governo do Estado. A previsão é de chegada entre sexta-feira (7) e início da próxima semana, de acordo com o município.

Até lá, os pacientes que precisam do medicamento precisarão comprar em farmácia particulares ou achar alguma outra solução para não ficar sem o tratamento.

Pacientes não podem ficar sem insulina

Kettlin Carolina de Santana Machado, de 29 anos, é uma das pessoas impactadas pela falta da insulina. Ela procurou a Farmácia Escola nesta semana e foi surpreendida com a notícia. Desde então, a preocupação tem aumentado porque ela não pode ficar sem o medicamento.

- A gente precisa tomar a insulina para comer. É todo dia, todo momento em que vai se alimentar, precisa da insulina para metabolizar o açúcar, o carboidrato, tudo que for ingerir. O tratamento não pode parar - explica.

Sem a opção gratuita na Farmácia Escola, a saída para Kettlin e outros pacientes vai ser pedir ajuda de doações de insulina para integrantes da Associação de Diabéticos de Joinville (Adijo).

Em último caso, o caminho será pagar cerca de R$ 40 por cada caneta, o que se torna caro para Kettlin, que está desempregada no momento. De acordo com ela, também há informações de que o medicamento já está em falta também em algumas farmácias particulares.

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