Os jovens Pedro Henrique Prado, de 19 anos, e Guilherme Macedo de Almeida, de 20, encontrados mortos no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis, no último sábado (3), foram velados juntos em caixões lacrados em Guaranésia, Minas Gerais, na manhã desta terça-feira (6). Os corpos dos jovens, assim como dos amigos Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, os dois de 28 anos, foram encontrados após sete dias desaparecidos. Com informações do g1.

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O velório iniciou às 6h30min no Velório Municipal da cidade. Os caixões foram identificados por fotografias levadas pelas famílias. Um cortejo com familiares, amigos e moradores iniciou às 10h, seguindo até o cemitério do município. Lá, os corpos dos jovens foram sepultados.

Em entrevista à EPTV, Geraldo de Almeida, pai de Guilherme, lamentou não poder ver o rosto do filho uma última vez e lembra das últimas palavras do jovem antes de ir para Santa Catarina.

— Ele falou: “pai, eu te amo, fica com Deus. Vou trabalhar, ganhar dinheiro para cuidar de você e da mãe quando estiverem velhos.” […] Agora eu não posso nem ver o rosto dele; o caixão está lacrado”, disse.

A irmã de Pedro, Ana Carolina Prado dos Santos, contou que os últimos dias têm sido difíceis para a família, e que a mãe “acorda chorando e dorme chorando”. Ela também lembrou a relação boa que tinha com o irmão.

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— Para mim, é um sentimento muito ruim, porque o Pedro fazia de tudo para me ver feliz e para as minhas irmãs também, ele fazia de tudo por nós — recordou.

Na segunda-feira (5) foram sepultados os corpos de Daniel e Bruno, em Guaxupé, em Minas Gerais.

Quem eram os jovens

Familiares pedem justiça

Durante o velório, Laís Macedo de Almeida pediu justiça para o irmão, Guilherme, mas afirma que a “justiça brasileira é falha”.

— Acredito que vai ser mais um caso arquivado. […] A única coisa que eu espero é a justiça de Deus, porque da justiça brasileira não espero muita coisa, infelizmente — afirmou.

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André Luiz da Silveira, pai de Daniel, pede que a justiça seja feita.

— Que eles achem esses culpados, por favor, para acabar com essa dor e esse sofrimento do coração da gente. É isso que eu espero — diz.

Possível motivação do crime

Segundo o delegado, nenhuma hipótese do que aconteceu está descartada até o momento. Agora, os familiares das vítimas estão sendo ouvidas para que a Polícia Civil possa entender quem eram os jovens e o que eles faziam em Santa Catarina

— Pode ser, sim, briga de facção criminosa, pode ter sido alguma discussão que antecedeu os fatos, pode ter sido algum tipo de crime patrimonial. Nós trabalhamos com todas as hipóteses — afirma.

Um dos passos seguintes na investigação é a visualização de câmeras de segurança que possam mostrar o passo a passo dos jovens antes do crime. Até o momento, não há confirmação sobre possíveis passagens policiais das vítimas em Minas Gerais. Este também é um ponto que está sendo analisado pela polícia de Santa Catarina.

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— Estamos trocando informações com a Polícia de Minas Gerais quais são essas passagens policiais, quais os tipos de crime e, também, para falar com a inteligência de Minas Gerais — diz.