Após a operação que resultou no resgate de dezenas de animais em um criadouro irregular em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, os macacos apreendidos foram encaminhados para instituições especializadas em reabilitação de fauna fora do estado.
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De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os primatas estão em locais com estrutura adequada para recuperação física e comportamental, com recintos amplos, presença de vegetação e condições para o desenvolvimento de comportamentos naturais.
Destino dos animais
Ainda em 2025, 167 animais já haviam sido retirados do estabelecimento, sendo 126 aves e 41 primatas, encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Brasília (DF), Lorena (SP) e Porto Alegre (RS). Nesta etapa mais recente da operação, outros 26 macacos-prego foram resgatados, após cumprimento de mandado judicial.
Conforme o Ibama, os animais viviam em condições inadequadas, com registros de estresse, desnutrição, restrição de espaço e ausência de luz solar. Também foram identificados comportamentos alterados em razão do manejo e do longo período em cativeiro.
Condições e irregularidades no criadouro
Com o encerramento das atividades do criadouro, os primatas passam agora por processo de reabilitação, com acompanhamento técnico e estímulos para retomada da convivência em grupo.
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O estabelecimento funcionou por mais de uma década com base em decisão judicial posteriormente revogada e foi desativado após a constatação de irregularidades e maus-tratos. A ação contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar Ambiental e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC).
O Ibama reforça que a criação de primatas como animais de estimação não é recomendada, devido à inadequação ao ambiente doméstico e aos riscos envolvidos.




