Os patinetes azuis que dominam as ruas do Brasil até parecem que “surgiram do nada” pelas cidades. Mas, a verdade é que, por trás dos veículos, existe a operação de uma empresa do Cazaquistão, que já movimentou US$ 135 milhões nas suas plataformas, desde que foi fundada em 2021. Com a chegada no Brasil em 2023, a JET tem explorado o mercado nacional para impulsionar ainda mais o seu negócio.
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Segundo compartilhou o CEO da companhia, Musalav Alibekov, ele vê por aqui um potencial maior do que o mercado do país de origem. “O que mais me empolga é o que está por vir na América Latina. O mercado brasileiro é muitas vezes maior que o do Cazaquistão, e só agora começamos a explorar isso”, afirmou Alibekov em uma publicação sobre os cinco anos da JET.
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Segundo dados financeiros publicados na Kazakhstan Stock Exchange (KASE), a plataforma de câmbio multifuncional na República do Cazaquistão para negociação de ações, a JET Group Ltd. registrava, em 1º de janeiro de 2026, US$ 65,5 milhões em ativos totais, US$ 48,6 milhões em receita operacional e US$ 4,8 milhões em resultado líquido.
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Startup em Almaty e a expansão dos patinetes azuis no Brasil
Ela nasceu de uma startup em Almaty, cidade do Cazaquistão, e se tornou uma holding internacional com mais de 75 mil equipamentos em oito países da Ásia Central, do Cáucaso e da América Latina, conforme divulgou Alibekov.
No mesmo balanço de cinco anos, a companhia afirma ter ultrapassado US$ 135 milhões em GMV, ou seja, o valor que movimentou na sua plataforma, sem descontos, somar mais de 10 milhões de usuários, 80 milhões de viagens e mais de 100 toneladas de CO₂ evitadas.
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No histórico de expansão divulgado pela companhia, Itajaí aparece como a primeira cidade brasileira, em dezembro de 2023. Balneário Camboriú entrou na lista em fevereiro de 2024, e Joinville aparece entre as cidades lançadas em dezembro de 2025.
No cadastro público da Astana Financial Services Authority (AFSA), órgão regulador independente do centro financeiro internacional de Astana (capital do Cazaquistão), a companhia consta como ativa desde 29 de junho de 2021, com endereço em Astana e atividade de holding controladora de subsidiárias, ou seja, uma empresa que controla outras empresas, como a Alphabet, que “controla” o Google.
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Já, o aplicativo oficial da JET é apresentado como um serviço de aluguel de patinetes elétricos por aplicativo e informa disponibilidade em países como Cazaquistão, Geórgia, Uzbequistão, Mongólia, Brasil e Chile.
A JET em Joinville
A empresa chegou em Joinville em dezembro de 2025 e chegou a espalhar mais de 200 patinetes pelas ruas da maior cidade do estado. Porém, na última quarta-feira (24), a prefeitura notificou a empresa para retiradas dos veículos em até dez dias úteis, ou seja até essa terça-feira (7).
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O motivo foi por conta da atualização da legislação em relação a utilização deste tipo de serviço na cidade. Segundo a Prefeitura de Joinville, a empresa operava com base na lei do sandbox regulatório (lei complementar 661, de 16 de outubro de 2023) que permite a implantação e o teste de novas tecnologias e modelos de serviço por um período determinado.
Durante o período de testes, o município elaborou uma política pública específica para regulamentar os serviços de “micromobilidade”.
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O edital foi publicado nessa segunda-feira (7), o modelo de contratação foi adotado busca disciplinar o uso de espaço público e trazer “maior segurança jurídica, controle administrativo e fiscalização”. As empresas credenciadas terão de pagar R$ 23 mensais por patinete. Até então, os serviços eram autorizados por meio de decreto e não havia necessidade deste pagamento.
Na lista de obrigações das empresas, está o monitoramento contínuo da frota, manutenção preventiva, recolhimento e redistribuição dos patinetes, atendimento aos usuários e à população e resposta a ocorrências operacionais e acidentes. O edital traz as especificações para os patinetes e aplicativos, entre outras regras.
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Além disso, a nova lei proíbe a exclusividade da exploração dos serviços por bairros ou zonas comerciais por uma só permissionária. Dessa forma, haverá “divisão equitativa” das áreas entre todas as empresas credenciadas, conforme a lei.
A própria Jetshr pode participar do credenciamento se quiser. Se a empresa atender às exigências previstas no edital, poderá continuar prestando o serviço na cidade, desta vez dentro das regras estabelecidas pela nova legislação.
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