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Mais uma luta

Pequena Eloah, criança de Tubarão com AME, é internada na UTI com Covid-19 e H1N1

Menina de três anos luta contra a forma mais grave da doença desde os sete meses de idade

16/06/2021 - 13h00 - Atualizada em: 16/06/2021 - 13h02

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Eloah foi diagnosticada com AME Tipo 1, aos sete meses de idade
Eloah foi diagnosticada com AME Tipo 1, aos sete meses de idade
(Foto: )

A pequena Eloah Lemos da Silva, criança de apenas três anos portadora de Atrofia Muscular Espinhal (AME), foi diagnosticada com Covid-19 e H1N1 e precisou ser internada na UTI pediátrica, em Tubarão, Sul de SC. Desde 2018, a família compartilha a evolução no tratamento da menina e agora luta contra mais duas doenças graves.  

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Após ser diagnosticada com a Covid-19 e H1N1, na segunda-feira (14), a mãe de Eloah, Pamela Lemos, publicou nas redes sociais: 

— Hoje infelizmente Eloah testou positivo para o Covid19 e também para HN1, apesar de todos os cuidados fomos surpreendidos por esses dois vírus. Eloah está internada, já está com antibióticos e aos cuidados da UTI do Covid, nossa menina mais uma vez guerreando para viver. 

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A menina está internada no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. Nesta terça-feira (15), a mãe informou que Eloah está respondendo bem ao tratamento contra Covid, mas os médicos continuam em alerta já que se trata de um vírus tão perigoso. — Eloah está se mantendo bem o dia todo, está com os exames de sangue bons e isso é muito importante. Como é um vírus bem delicado, não tem como saber, infelizmente é muito imprevisível — escreveu nas redes sociais. 

Luta contra a AME 

Eloah foi diagnosticada com AME Tipo 1, aos sete meses de idade. Essa é a forma mais severa da doença, que causa degeneração e perda de neurônios da medula espinhal. A criança apresenta movimentos fracos, necessita de auxílio para respirar (suporte de ventilação), geralmente não consegue sustentar o pescoço e também apresenta dificuldade de engolir. 

Atualmente, não existe cura para a AME, mas existem tratamentos que podem ajudar a gerenciar a condição. Através de campanhas e uma vaquinha online, a família arrecada dinheiro para o tratamento da menina e compartilha a evolução de Eloah nas redes sociais. 

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