O Departamento de Estado dos Estados Unidos reagiu à condenação do ex-deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por tentativa de interferência no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo sobre a trama golpista. Para o órgão do governo americano, a condenação de Eduardo foi “perseguição e manipulação jurídica”.
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“Este é o mais recente exemplo de perseguição e manipulação jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, segundo informações do portal g1.
Na quarta-feira, o presidente Donald Trump já havia comentado o episódio ao ser questionado sobre a interação com Lula na reunião do G7, nesta semana, na França. Na resposta, ele pareceu confundir os filhos de Bolsonaro, Flávio e Eduardo.
— Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele — afirmou Trump.
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A condenação de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo. A pena poderia ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, e o ex-deputado também fica inelegível por oito anos após o cumprimento da pena. Ele também deve perder o cargo de escrivão da Polícia Federal.
Por estar nos Estados Unidos, no entanto, o cumprimento da pena dependeria de um pedido de extradição do governo brasileiro e de uma captura de Eduardo pelo governo norte-americano. O processo, por ora, ainda está na fase de apresentação de recursos.







