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Pfizer inicia processo de registro da vacina para a Covid-19 no Brasil

Para agilizar a análise dos documentos, a Anvisa determinou que os laboratórios que desenvolvem vacinas contra a Covid-19 registrem os resultados progressivamente

26/11/2020 - 05h32

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Por AFP
Pfizer inicia processo de registro da vacina para a Covid-19 no país
Pfizer inicia processo de registro da vacina para a Covid-19 no país
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A Pfizer comunicou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os resultados dos testes de sua vacina contra o novo coronavírus, passo necessário para solicitar o registro do imunizante, informou a farmacêutica americana nesta quarta-feira (25).

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"Este é um passo importante para o imunizante estar disponível no Brasil", afirmou a empresa em nota.

O estudo clínico de fase 3 da vacina BNT162b2, desenvolvido pela Pfizer e o laboratório alemão BioNTech, começou em julho e incluiu 43.661 participantes em 150 locais.

No Brasil, 2.900 voluntários colaboraram, segundo dados divulgados pelos fabricantes.

Para agilizar a análise dos documentos, a Anvisa determinou que os laboratórios que desenvolvem vacinas contra a covid-19 registrem os resultados progressivamente.

A Pfizer deu início a esse processo, denominado "envio contínuo" de dados, e planeja preparar informações sobre a vacina, "incluindo a taxa de eficácia de 95% sete dias após a administração da segunda dose, demonstrada no estudo clínico da fase 2", relatou o laboratório.

"A Pfizer disponibilizará todos os dados necessários para avaliação e estará em total colaboração com a Anvisa para que esse processo transcorra da melhor maneira e o mais rapidamente possível", afirmou Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil, citada no comunicado.

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A Pfizer e a BioNTech iniciaram procedimentos semelhantes em agências reguladoras de saúde nos Estados Unidos, na União Europeia e no Reino Unido.

O Ministério da Saúde afirmou que na semana passada se reuniu com cinco laboratórios - Pfizer, Janssen, Bharat Biotech, Fundo Russo de Investimento Directa (RDIF) e Moderna- "com o objetivo de diversificar as ações para enfrentar a covid-19".

O comunicado ministerial ressalta que "antes da compra [de vacinas] deverão ser analisadas uma série de premissas relacionadas com a segurança, a capacidade de produção em grande escala, o preço proposto ou as condições logísticas".

O Brasil, com 212 milhões de habitantes, registra mais de 6 milhões de casos de coronavírus e 170 mil mortes, sendo o segundo país com mais vítimas fatais da pandemia, atrás dos Estados Unidos.

O Ministério da Saúde fechou acordo para a compra de 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Oxford, e com a Organização Mundial da Saúde para receber 42 milhões de doses da vacina contra a covid-19, no âmbito da iniciativa internacional para a distribuição de imunizantes chamada Covax Facility.

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Paralelamente, o governo regional de São Paulo fechou acordo com o laboratório chinês SinoVac para a compra de 6 milhões de doses e insumos para a produção local de mais 40 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac.

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