A expertise de Mateus Renan Calado evitou um acidente que poderia ter terminado com uma tragédia na tarde de sábado (5) em Garuva. Ele era o piloto que conduzia o avião de pequeno porte que fez um pouso forçado na BR-101. Entretanto, ele enfatiza que a atitude do caminhoneiro também foi fundamental para evitar uma fatalidade.

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O avião pilotado por Mateus havia saído do aeroclube de Guaramirim, acompanhado do proprietário da aeronave, o empresário de mineração Valdemiro José Minella, de 71 anos, de Joinville. Eles faziam um sobrevoo na região quando, após cerca de 40 minutos, o motor parou de funcionar. 

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— A aeronave apresentou pane. A gente fez todo o procedimento de reacionamento do motor, mas não pegou, não funcionou mais. Então o procedimento seguinte era a gente realizar um pouso de emergência.

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Veja o vídeo do pouso forçado do avião na BR-101

Tinha trânsito, dois caminhões, um à frente e outro atrás. A BR foi o local menos arriscado [para pousar], mesmo assim, ainda tinha a rede de alta tensão — revelou Mateus em entrevista ao Fantástico.

Conforme o piloto, casos assim são simulados nos treinamentos, mas a reação do caminhoneiro, que transportava uma carga de óleo diesel, foi fundamental para evitar um acidente com mortes.

— Ele percebeu a presença do avião, freou e reduziu. Os carros reduziram. Isso também colaborou muito para que fosse uma operação com segurança — afirmou o piloto.

Veja fotos do avião

O pouso forçado ocorreu no Km 18 da rodovia, sentido Sul,  por volta do meio-dia deste sábado. As duas pessoas que estavam na aeronave não se feriram.

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Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião é um Pelican 500 BR, usado para pulverização agrícola. A aeronave possui certificado de aeronavegabilidade em situação normal, sob regime experimental — comum em aeronaves agrícolas modificadas ou em uso específico.

O que diz a FAB sobre o ocorrido

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que deu início às investigações referente ao caso do pouso forçado do avião na BR-101, em Garuva, através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Durante a ação inicial, serão aplicadas técnicas específicas por profissionais qualificados e credenciados, responsáveis pela coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, e pelo levantamento de outras informações necessárias à investigação.

Segundo a FAB, a conclusão da investigação ocorrerá no menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes. Quando concluído, o Relatório Final será publicado no site do Cenipa.  Além disso, o órgão informou que é por meio desta documentação final que se pronuncia sobre os resultados de suas investigações.

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