A Polícia Miliar do Distrito Federal (PMDF) encaminhou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, um pedido de adequações operacionais e de segurança relacionadas à prisão de Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha. Entre os pedidos está alteração no dia de visita ao ex-presidente e a liberação de caminhadas em locais controlados na unidade. Com informações do Estadão.
Continua depois da publicidade
Segundo a polícia, Bolsonaro é um “custodiado sensível” em razão das funções públicas que exerceu, da repercussão do caso e do risco potencial de hostilidades. Por isso, a corporação solicita que o dia de visitação do ex-presidente seja transferido de quinta-feira para o sábado.
A justificativa é que, nos dias úteis, há intenso fluxo de servidores, custodiados e atividades administrativas na Papudinha, além de coincidência com o dia de visitas dos demais presos da unidade. Já aos sábado, o fluxo interno é reduzido, não há expediente administrativo regular e não ocorre visitação dos outros presos, o que permitiria maior previsibilidade operacional, controle de acesso e segregação dos ambientes.
Os 10 passos que levaram à prisão de Bolsonaro
Bolsonaro pede para fazer caminhadas na Papudinha
Além da mudança nos dias de visitação, a PM também solicitou ministro do STF a liberação para que Bolsonaro faça caminhadas de forma controlada e restrita, sob escolta e supervisão permanente. As atividades ocorreriam em locais previamente definidos, como o campo de futebol ou a pista asfaltada nos fundos do núcleo.
Continua depois da publicidade
O pedido, segundo o documento enviado ao STF, tem base em recomendações médicas e visa a preservação da saúde física de Bolsonaro. A corporação afirma que a medida não envolve contato com outros presos nem uso de equipamentos, além de apresentar baixo impacto operacional.
A corporação também pediu a extensão da assistência religiosa. A PMDF informou que o atendimento é prestado pela Capelania da corporação, nas vertentes evangélica e católica, sempre sob supervisão do efetivo responsável e observadas as condições de segurança da unidade.
Moraes ainda não se manifestou sobre as solicitações.










