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Segurança

Por que a nova penitenciária é a solução ao Presídio Regional de Blumenau

Estado acredita que estrutura mais moderna e segura permitirá ressocialização dos presos e evitará fugas

11/02/2015 - 05h05 - Atualizada em: 11/02/2015 - 09h08

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Por Redação NSC
Obras da nova penitenciária iniciaram há uma semana
Obras da nova penitenciária iniciaram há uma semana
(Foto: )

O Complexo Penitenciário do Médio Vale, em obra há uma semana na Rua Silvano Cândido da Silva Sênior, é apontado pelo Estado como solução para os problemas do atual Presídio Regional de Blumenau - considerado o pior de Santa Catarina. A esperança do governo se sustenta principalmente na nova estrutura, que promete ser mais moderna e segura para evitar fugas e também oferecerá condições mais dignas, por meio de espaços amplos e maior oferta de atividades para ressocializar os detentos.

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O modelo construtivo é baseado em módulos pré-fabricados em concreto, o que acelera a obra. O prazo de conclusão previsto no edital é de 360 dias, mas segundo o Departamento de Administração Prisional (Deap), a Verdi Sistemas Construtivos, empresa responsável pelo empreendimento, ergueu as unidades de Curitibanos e Chapecó com projetos semelhantes em 90 dias.

De acordo com a arquiteta e diretora da empresa Carla Deboni, os materiais usados do fundamento ao mobiliário fixo (camas e prateleiras) são mais resistentes a danos e, por isso, dificultam a abertura de buracos e túneis pelos detentos. A segurança é reforçada por quatro torres de controle, sistema de monitoramento por câmeras e três cercas no entorno da construção.

- As celas têm dimensões superiores às recomendadas pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, janelas amplas para maior ventilação e uso da luz natural, cores claras para melhorar a limpeza - enumera Carla.

O projeto também prevê que a penitenciária siga o modelo industrial e ofereça mais ocupação a todos os internos.

- O trabalho gera a grande expectativa de segurança. As tentativas de fuga no Presídio de Blumenau estão sempre concentradas nas alas antigas e inadequadas. Na outra parte do presídio onde há oferta de trabalho e no regime semiaberto nós não temos dificuldade - avalia o secretário-adjunto de Justiça e Cidadania e diretor do Deap, Leandro Lima.

Para ele, a obra vai solucionar um dos principais problemas do atual presídio: a superlotação - atualmente são 953 detentos em um espaço projetado para 450. Cerca de 500 presos condenados devem ser transferidos para a unidade assim que for inaugurada. Depois disto, o governo pretende fazer adequações no Presídio Regional de Blumenau para melhorar as condições do local até que o Complexo esteja concluído e o prédio atual seja desativado. A previsão é que isto ocorra até o fim de 2017.

As outras áreas do complexo são o presídio, para detentos que aguardam o julgamento, que deve ter a licitação lançada este ano, e a área de regime semiaberto, ainda sem data para construção.

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