Os advogados que atuavam na defesa de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, decidiram deixar o caso por divergências diante de uma possível delação. Zettel aparece em investigações ligadas ao Banco Master, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
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As informações foram obtidas pela comentarista da GloboNews, Ana Flor. Segundo apurado pela jornalista, Fabiano Zettel, que é advogado, pastor e empresário, tem a intenção de fechar um acordo de colaboração premiada no caso.
Zettel foi preso no dia 14 de janeiro, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar em um voo com destino a Dubai, e depois no dia 4 de março, durante a terceira fase da operação que investiga o Banco Master.
Em nota, a equipe informou que os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram a defesa “por motivo de foro íntimo” e que o advogado Celso Vilardi deve seguir com a defesa.
O motivo pelo qual eles tomaram essa decisão teria sido discordância sobre a estretégia jurídica, principalmente sobre a colaboração com as autoridades. Por ser muito próximo de Vorcaro e ter participado em diversos negócios dele, uma delação teria um grande impacto no caso.
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Confira a nota dos advogados na íntegra
“Os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram a defesa de Fabiano Zettel por motivo de foro íntimo. Os advogados apresentaram petição de substabelecimento no STF ao advogado Celso Vilardi, que seguirá com a defesa.”
Relembre o caso do banco Master
O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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A segunda prisão aconteceu no dia 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
*Com informações do g1






