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Profissionais do Samu entram em greve em SC para cobrar 13º salário; veja como fica o serviço

Trabalhadores das regiões de Joinville e Criciúma operam em escala de revezamento, com cerca de 30% de pessoal

22/12/2020 - 14h17 - Atualizada em: 22/12/2020 - 19h42

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Por Guilherme Simon
Samu em SC
Trabalhadores operam em escala de revezamento
(Foto: )

Profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) entraram em greve em cidades de Santa Catarina. A principal reinvindicação é o pagamento do 13º salário, que não foi efetuado pela empresa responsável pelo serviço, a OZZ Saúde, contratada pelo Governo do Estado. 

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Até esta terça-feira (22), a paralisação inclui profissionais que atuam nas regiões Norte, Nordeste e Sul catarinense. Os trabalhadores operam em escala de revezamento, com cerca de 30% de pessoal.

Os primeiros a anunciar a greve foram os profissionais do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Joinville e Região. A paralisação começou na segunda (21). Segundo Lorival Pisetta, presidente do sindicato, os funcionários só vão suspender a greve depois que o Governo do Estado atendê-los e negociar as reivindicações. A paralisação afeta cidades da região Norte e Nordeste.

Nesta terça (22), o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindsaúde) de Criciúma e Região também paralisou as atividades. O diretor Cléber Ricardo da Silva Candido informou que não há previsão para que os trabalhos sejam retomados integralmente. Segundo ele, a paralisação inclui profissionais que atuam nas regiões de Criciúma e Araranguá, além de impactar também a região de Tubarão.

No Sindsaúde da Grande Florianópolis, um ato ocorreu às 18h desta terça, em frente ao Ticen (Terminal de Integração do Centro), na Capital catarinense. Os profissionais convocaram uma assembleia para esta quarta (23), às 19h, e sinalizaram com um indicativo de greve.

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Além do pagamento do 13º salário, os profissionais reivindicam reajuste salarial, que de acordo com o Sindisaúde não é concedido há mais de três anos, férias e depósito do FGTS.

A greve inclui profissionais como enfermeiros e socorristas. O Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (Simesc) informou que a categoria não está fazendo paralisação no momento.

Na região de Criciúma, o presidente do Sindsaúde informou que os profissionais que atuam no revezamento estão priorizando atendimentos essenciais. Já em Joinville o sindicato disse que tem mantido os serviços mesmo com pessoal reduzido, e que o que pode ocorrer é uma demora maior em atendimentos de menor urgência.

Governo cobra empresa, que diz esperar reajuste contratual

Nesta terça (22), o superintendente de Urgência e Emergência em Santa Catarina, Saulo Luiz Pastre Jr, disse que o órgão, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES), está “vigilante e em processo fiscalizatório” após ter recebido denúncias sobre o atraso de pagamentos.

— Gostaríamos de frisar que o Estado de Santa Catarina honra mensalmente o teto do valor do contrato. Nós nunca deixamos de pagar nem nunca atrasamos um pagamento para a empresa, então nada justifica que a empresa não honre com seus compromissos — declarou.

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Saulo Luiz Pastre Jr disse ainda que há uma discussão sobre a necessidade de reajuste contratual, mas frisou que “isso de forma nenhuma pode impactar no pagamento das obrigações da empresa nem no fornecimento do serviço contratado”.

A reportagem não conseguiu contato com a OZZ Saúde nesta terça. Em entrevista nesta segunda à CBN Diário, o diretor da empresa, Eduardo Flávio Zardo, alegou que o aumento de gastos provocados pela pandemia da Covid-19 “afetou o caixa da empresa” e motivou o atraso no pagamento do 13º salário. Ele afirma que um repasse do governo é aguardado para que os valores sejam pagos aos funcionários.

— Nós faremos a quitação tão logo esse dinheiro seja repassado para a empresa. Foi uma necessidade de ajuste de caixa para o serviço não parar. Tivemos um aumento considerável de gastos com a Covid no ano de 2020 e isso afetou o caixa da empresa — declarou.

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