Uma quadrilha conhecida por dar o “golpe do nude” foi presa no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (20). De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou a partir de uma vítima de São Joaquim, na Serra Catarinense. A suspeita é de que as oito pessoas movimentaram mais de R$ 1 milhão em extorsões. 

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Segundo o delegado Jackson Pessoa, de São Joaquim, os criminosos criaram perfil nas redes sociais com a foto de uma mulher, adicionaram outras pessoas e começaram a paquerá-las. Em determinado momento, eles enviavam um nude da mulher e pediam uma foto de volta. Quando a vítima enviava, a extorsão começava. O delegado explica que muitas vezes os criminosos se passavam por policiais civis, juízes e promotores que ameaçavam divulgar as fotos em troca de dinheiro. 

O delegado explica que, com a posse das fotos, os criminosos afirmavam que a garota fake, era na verdade, uma adolescente. Então, acusavam as vítimas de pedofilia, encontravam nomes de familiares e ameaçavam expor o caso. Diziam, por exemplo, que se o pagamento não fosse feito, iriam emitir um mandado de prisão contra as vítimas. 

As oito pessoas foram presas no Rio Grande do Sul e serão encaminhadas ao Sistema Prisional de Lages. Além disso, um integrante já estava preso por outro crime em Santa Catarina. Na casa de um dos criminosos, em Porto Alegre, foram encontrados quatro fuzis de calibre restrito às forças policiais, uma espingarda, quatro pistolas, 400 munições de diversos calibres, 12 “tijolos” de crack, três de cocaína e outros três de maconha. Além disso, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis, veículos e outros bens. 

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O nome da operação, Pixel, faz referência à origem da expressão Pix, método de pagamento que era utilizado pelos suspeitos para o recebimento dos valores pagos pelas vítimas. Participaram da operação 61 policiais nesta quinta-feira (20), 50 deles catarinenses e 11 da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que prestou apoio à operação catarinense.

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