nsc
dc

Na Justiça

Quais são os próximos passos da Operação Chabu

Devido ao foro privilegiado do prefeito, Gean Loureiro, processo é analisado em 2ª instância

09/12/2019 - 18h22 - Atualizada em: 09/12/2019 - 20h40

Compartilhe

Clarissa
Por Clarissa Battistella
Operação ocorreu em 18 de junho
Operação ocorreu em 18 de junho
(Foto: )

O inquérito da Polícia Federal (PF), que indiciou 17 pessoas na Operação Chabu, incluindo o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em Porto Alegre. Devido ao foro privilegiado do chefe do poder executivo da Capital, o processo vai direto para 2ª instância da Justiça Federal.

A partir de agora, cabe ao Ministério Público Federal analisar o conteúdo do relatório policial e oferecer denúncia contra os 17 suspeitos ou opinar pelo arquivamento do inquérito.

O relatório completo da polícia, que apurou durante três anos um esquema supostamente montado para atrapalhar investigações policiais a partir de vazamento de informações sigilosas, tem 580 páginas. O documento foi assinado na noite de sexta-feira (6) pelo delegado Daniel Brasil Carvalho Nascimento.

Na manhã seguinte (7), o chefe do administrativo de Florianópolis convocou coletiva de imprensa para se manifestar sobre o indiciamento. Assim como já havia informado no dia da operação, quando foi detido para prestar esclarecimentos, Loureiro afirmou inocência.

— Não há qualquer indício que comprove meu envolvimento com os crimes que eu sou citado. Nada que eu tenha feito, como eles descrevem no relatório, caracteriza crime — afirmou.

Ele foi indiciado por crimes de corrupção passiva, associação criminosa e por embaraçar investigação. Entre os demais indiciados estão empresários, servidores públicos da segurança pública, pessoas que integram núcleos políticos e um advogado.

Confira quem são os 17 indiciados da Operação Chabu

O prazo legal para oferecimento de denúncias é de 15 dias, contados da data de recebimento do inquérito, já que todos os acusados estão soltos. Caso o grupo seja denunciado, o processo é enviado à Justiça, que dará prazo para constituir defesa e apresentar respostas às acusações. O responsável da ação penal é o desembargador Leandro Paulsen, integrante da 8ª Turma, a mesma responsável por julgar a operação Lava-Jato.

Apresentadas as defesas, a Justiça se manifesta se aceita a denúncia e dá prosseguimento à ação ou se arquiva o processo.

Ainda não é assinante? Assine e tenha acesso ilimitado ao NSC Total e aproveite os descontos do Clube NSC.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Polícia

Colunistas