Brasília consolidou sua posição como a capital mais segura do Brasil, transformando a estabilidade urbana em um forte motor de desenvolvimento social e econômico. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a cidade registrou a menor taxa projetada de homicídios do país, com 5,53 mortes por 100 mil habitantes, destacando-se como um ponto de previsibilidade em um cenário em que a segurança dita a escolha de novas moradias e investimentos.

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Inteligência artificial e dados cruzados

O principal motor por trás desses índices é o programa DF-360, uma plataforma que unifica o videomonitoramento da capital em um ambiente inteligente. O sistema interliga 3.198 câmeras, combinando equipamentos da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) com lentes de órgãos parceiros e da iniciativa privada.

A grande virada operacional está nas Centrais de Monitoramento Remoto (CMRs), que processam esse volume massivo de imagens em tempo real. Em vez de apenas reagir aos crimes, a polícia consegue antecipar ações suspeitas e coordenar cercos táticos de forma preditiva pelas regiões administrativas.

Investigação e letalidade sob controle

Além da tecnologia de ponta, o modelo brasiliense aposta na repressão qualificada e na prioridade absoluta para a resolução de crimes graves. De acordo com o delegado-geral adjunto Saulo Ribeiro, o resultado vem de um trabalho permanente que coloca a proteção à vida como missão central das forças.

Essa estratégia baseada em evidências gerou outro dado histórico apontado pelo 2º Anuário de Segurança Pública da SSP-DF. A capital federal alcançou a menor taxa de mortes por intervenção policial do território nacional, provando que o investimento em inteligência reduz a letalidade nas ruas.

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As cidades de SC entre as 30 mais seguras do Brasil

*Com edição de Nicoly Souza