Após a cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL) na manhã desta segunda-feira (8), a Câmara de Vereadores de Joinville se prepara para seguir os próximos passos do processo de substituição. Um dos principais deles é a convocação do primeiro suplente do partido.

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A partir da decisão de cassação do mandato, que contou com 13 votos favoráveis durante a sessão de julgamento, o parlamentar perdeu imediatamente o cargo e os seus direitos políticos. Caso a decisão não seja revertida judicialmente por pedido de Profeta, um novo suplente assume a cadeira do partido.

Veja fotos da sessão que cassou o mandato de Cleiton Profeta

Quem é o suplente que pode assumir cargo nos próximos dias

Cassiano Ucker, médico geriatra e ex-vereador da gestão anterior na maior cidade de SC, é o primeiro suplente do PL na lista para assumir o cargo antes ocupado por Cleiton Profeta. Ainda não foi divulgado se ele será oficialmente convocado.

Doutor Cassiano Ucker em seu último mandato na Câmara de Vereadores de Joinville (Foto: Mauro Arthur Schlieck, CVJ)

Vereador busca Justiça para reverter decisão

Em manifestação após a sessão que contou com 13 votos favoráveis à cassação, Profeta afirmou que já está levando a decisão ao judiciário, em tentativa de recuperar o seu cargo na Câmara de Joinville.

— A minha função enquanto vereador era expor, ter um mandato combativo, e eu acho que hoje eu completei essa missão. Se alguém ainda tinha alguma dúvida do que é o governo do Novo em Joinville, com essa votação hoje ao lado do PT, nesse complô para me caçar,  a dúvida foi embora — disse.

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Passo a passo dos próximos dias

À CBN Joinville, o presidente da Câmara, Diego Machado (PSD), explicou que, caso a Câmara não receba nenhum tipo de determinação jurídica, o processo de cassação será encerrado dentro da Câmara de Vereadores. Após isso, o suplente deve ser convocado.

— Agora existem apenas trâmites internos em relação à publicação, portarias, coisas corriqueiras — afirmou o presidente.

O que levou ao processo

O político foi julgado após parecer favorável de Comissão Processante montada para analisar denúncia formalizada contra o vereador por quebra de decoro parlamentar. Um boletim de ocorrência chegou a ser registrado por Henrique Deckmann (MDB) contra o colega. Na denúncia, Deckamann afirma que foi ofendido por Profeta, inclusive sendo chamado de “velho gagá”.

A briga entre os parlamentares ocorreu no dia 25 de fevereiro durante uma reunião na Sala VIP, convocada pelo presidente da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), Diego Machado (PSD). 

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De acordo com o boletim de ocorrência registrado por Deckmann na ocasião da conversa, que tinha como obejtivo reforçar a importância do respeito mútuo, do diálogo responsável e da convivência harmoniosa entre os parlamentares, “Profeta levantou-se bradando que não ficaria na reunião se o tema fosse este”. O vereador do PL, entretanto, afirma que já havia comunicado que precisaria se ausentar por conta de outro compromisso.

Ainda segundo o documento, Deckmann, então, interveio e pediu que Profeta ficasse na reunião, momento que o outro vereador teria se aproximado “praticamente colando seu rosto contra a vítima, que só não foi encostado naquele momento pois recuou, andando para trás enquanto o ofensor prosseguia com o avanço.”

Após o episódio, o partido Novo protocolou um pedido de cassação do mandato de Profeta, que foi aceito na Câmara por 14 votos a 2. A votação contou com uma abstenção.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira