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    Do Vale para o Brasil

    Quem é Daphne, a cantora de Blumenau que está no The Voice Brasil

    Jovem blumenauense viveu na cidade até os 18 anos, quando decidiu morar no litoral e se tornar também DJ

    04/11/2020 - 05h00 - Atualizada em: 04/11/2020 - 05h17

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Daphne tem 22 anos
    Daphne tem 22 anos
    (Foto: )

    — Jamais imaginei que ia acontecer algo assim, justamente em um ano tão louco.

    A blumenauense Daphne Eduarda Labes, 22 anos, ainda está digerindo tudo que viveu no palco do The Voice Brasil, da Rede Globo. Na semana retrasada o programa exibiu a primeira participação dela, quando todos os quatro jurados viraram a cadeira para a cantora. Ela escolheu como “técnica” a única mulher entre os avaliadores, Iza.

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    Daphne mora em Balneário Camboriú, mas nasceu e viveu em Blumenau até os 18 anos. Conta que as aulas de canto que teve na cidade natal foram fundamentais para a carreira dela. Do coral da Universidade Regional de Blumenau (Furb), que fez parte a partir dos 14 anos, guarda um carinho especial. Com a participação, ganhou também uma bolsa de estudos e concluiu o Ensino Médio na Escola Técnica do Vale do Itajaí (Etevi).

    Antes disso, Daphne estudou nos colégios Elza Pacheco e Machado de Assis. Filha de autônomos, a jovem sempre recebeu apoio em casa e começou cedo a procurar um espaço no mercado da música. Aos 11 anos fez o primeiro show em um evento de moda. Trabalhou como modelo, maquiadora e chegou a dar aula de passarela. Ainda na adolescência, cantava em bares e restaurantes do município com o violão.

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    Sertanejo, funk, pop… Daphne tocava conforme o gosto do público. Eclética, a paixão pela música eletrônica aconteceu justamente quando deixou Blumenau, em uma festa no litoral. Ela aprendeu a utilizar o equipamento e se tornou DJ. Ou seja, há quase quatro anos canta e toca ao mesmo tempo nas noites de clubs em diversos cantos do país, mas principalmente no Sul. O objetivo de ir ao The Voice era justamente o de dar visibilidade ao estilo que tanto gosta:

    — A ideia era expandir um pouco o meu projeto solo e levar a música eletrônica para o outros estados. Meu maior sonho é poder viver só de música, não importa onde, quando e como — deseja.

    Daphne
    Daphne
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    Nessa caminhada, Daphne já teve algumas decepções. Uma delas resultou na mudança a Balneário Camboriú: quando foi até um dos bares de Blumenau onde tocava, ouviu do dono do estabelecimento que um DJ do litoral fora contratado e a substituiria a partir daquele momento. A cantora, que dependia do dinheiro, foi para casa chateada.

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    — Aquilo me doeu tanto, foi a gota d’água. Eu estava me jogando de cabeça na música e algumas vezes presenciei essa desvalorização dos artistas locais. Decidi então ir para Balneário Camboriú — lembra.

    Daphne é cantora e DJ
    Daphne é cantora e DJ
    (Foto: )

    A vida em Blumenau

    Daphne vivia no bairro Vila Nova com os pais e dois irmãos mais novos. Foi rainha da festa Pomerana entre 2017 e 2018 para alegrar os avós, que vivem na cidade vizinha e, assim como boa parte da família da cantora, têm forte vínculo com as tradições germânicas e os clubes de caça e tiro.

    Quando passou a coroa, Daphne cantou uma música eletrônica no palco. Foi a primeira vez que a festa Pomerana presenciou uma troca de reinado com direito à apresentação de uma ex-rainha.

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    A mãe de Daphne, Anair Merci Dickmann, foi princesa da Oktoberfest Blumenau em 1997, um ano antes da filha mais velha nascer. Diferente da mãe, Daphne não chegou a tentar o reinado em solo blumenauense.

    Daphne foi rainha da 35ª Festa Pomerana
    Daphne foi rainha da 35ª Festa Pomerana
    (Foto: )

    Da vida em Blumenau Daphne destaca os dias que viveu no coral, as aulas do Teatro Carlos Gomes e as pessoas que conheceu nesses estudos. Essa foi a terceira vez que a blumenauense se inscreveu para o The Voice. Antes, não havia passado da etapa regional. Faltou preparação, sobrou nervosismo, resume.

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    Já na última participação, gravada há mais de um mês, Daphne estava tranquila. De coração aberto, quer se desafiar. Se chegar à final, melhor. Mas garante que a passagem pelo programa já valeu a pena: o carinho e reconhecimento que tem recebido são enormes. O que vier além disso, em um ano tão difícil para a classe artística por conta da pandemia do coronavírus, é lucro. 

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