A brasileira Yara Barros recebeu nessa quarta-feira (30) o Whitley Award, conhecido como “Oscar Verde”, pelo trabalho que desenvolve pela conservação de onças-pintadas e ararinhas-azuis. A cientista atua há oito anos como coordenadora-executiva do Projeto Onças do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. As informações são do g1

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Yara foi selecionada junto com outras cinco pessoas responsáveis por iniciativas de preservação de fauna e flora no hemisfério Sul. Eles concorriam com mais de 100 conservacionistas de diversos países e cada um deles receberá 50 mil euros (cerca de R$ 380 mil) para aplicar, ao longo do ano, nos projetos que desenvolvem.  

— É um sonho realizado, o reconhecimento do trabalho de uma vida inteira — diz Yara.

Com o prêmio, a cientista pretende aplicar o valor na ampliação do monitoramento e proteção das onças e das ações de coexistência entre pessoas e os grandes felinos.

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— O futuro da onça-pintada na Mata Atlântica depende de alinharmos pesquisa e ações de monitoramento, engajamento social e coexistência com a estratégia de revigoramento populacional dos animais.  

Veja quem sãos os outros ganhadores do “Oscar Verde”

  • Reshu Bashyal, do Nepal, pelo combate à intensa extração ilegal de orquídeas e teixos;
  • Dr. Federico Kacoliris, da Argentina, por ampliar a proteção ao anfíbio mais ameaçado do país, a rã-do-riacho-de-El-Rincón;
  • Dr. Andrés Link, da Colômbia, pela proteção aos macacos-aranha-marrons nas florestas tropicais de planície do centro do país;
  • Rahayu Oktaviani, da Indonésia, por garantir a continuidade da copa das árvores para o gibão-de-java, espécie da ilha de Java;
  • Dr. Farina Othman, da Malásia, que está salvando os últimos 300 elefantes-de-bornéu na costa de Sabah, na ilha de Bornéu.
Quem é a brasileira que ganhou o Oscar Verde por trabalho de preservação de onças
Cientista também desenvolve projeto com araras azuis (Foto: Projeto Onças do Iguaçu, Divulgação)

Projeto Onças do Iguaçu

O projeto Onças do Iguaçu é uma iniciativa do Parque Nacional do Iguaçu, que tem como missão a conservação da onça-pintada. A espécie é considerada “chave” para a manutenção da biodiversidade na região do Parque, que abriga a única reserva da Mata Atlântica na região Oeste do Paraná.

A cada dois anos, o projeto, em conjunto com o Proyecto Yaguaraté, da Argentina, divulga um censo realizado nos parques nos dois países com números sobre a quantidade de onças-pintadas nos dois locais.

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Segundo a iniciativa, a população de onças-pintadas mais que dobrou em quase uma década. Do lado brasileiro, aumentou de 11 para 25 indivíduos e, no Corredor Verde, de 40 para 93, entre 2009 e 2022.

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