A morte dos cinco passageiros a bordo do submarino que fazia turismo nos destroços do Titanic foi confirmada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos (EUA) nesta quinta-feira (22). São eles:

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  • o piloto Stockton Rush, CEO da OceanGate, a empresa que lidera a expedição;
  • o explorador e bilionário britânico Hamish Harding;
  • Shahzada e Suleman Dawood, pai e filho de uma importante família paquistanesa;
  • e o explorador submarino francês e especialista em Titanic Paul-Henry Nargeolet.

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Segundo a Guarda Costeira dos EUA, o veículo explodiu. Os destroços foram localizados por um veículo operado remotamente (sigla em inglês, ROV), o robô francês modelo Victor 6000, que chega a grandes profundidades.

O desaparecimento foi registrado no domingo (18). Os passageiros pagaram US$ 250 mil cada um (R$ 1,2 milhão) pela expedição.

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— Os destroços são consistentes com uma implosão catastrófica da embarcação — disse o almirante John Mauger, porta-voz da Guarda Costeira americana em entrevista coletiva na quinta.

De acordo com o New York Times, o cenário mais provável é que a explosão tenha ocorrido no domingo, durante a descida da Titan rumo ao Titanic. O barulho provocado pela implosão teria sido facilmente detectado pelas boias de sonares, colocadas no Oceano na segunda, quando começaram as buscas.

Assim, os sons detectados entre terça e quarta-feira por equipamentos das equipes de busca, sempre de acordo com as autoridades locais, não teriam elo com a implosão da Titan.

— Sei que há muitas perguntas sobre como, por que e quando isso aconteceu — disse o almirante Mauger, acrescentando que as autoridades têm as mesmas perguntas. — Esse será, tenho certeza, o foco da revisão futura. No momento, estamos focados em documentar a cena.

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Questionado sobre as perspectivas de recuperação dos corpos das vítimas, o almirante Mauger disse não ter uma resposta.

— Este é um ambiente incrivelmente implacável lá no fundo do mar — disse ele.

Corrida contra o tempo

Para os socorristas, no entanto, a busca pelo Titan sempre foi uma corrida contra o tempo. Quando o submersível, uma embarcação de 22 pés de comprimento de propriedade da OceanGate, perdeu contato com um navio fretado na manhã de domingo, já estava na metade do caminho para o naufrágio do Titanic, e acredita-se que estava equipado com apenas quatro dias de oxigênio.

Mesmo quando as chances de sobrevivência pareciam diminuir, os socorristas disseram que tinham esperança de que o Titan ainda pudesse estar intacto em algum lugar, com cinco pessoas vivas dentro – esperanças que foram frustradas na quinta-feira.

A Guarda Costeira e a OceanGate lamentaram a morte da tripulação e dos passageiros.

— Em nome da Guarda Costeira dos Estados Unidos e de todo o comando unificado, ofereço minhas mais profundas condolências às famílias — afirmou o almirante Mauger.

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— Estamos de luto pela morte da tripulação e dos passageiros — disse a OceanGate, empresa dona da embarcação, em nota.

*Com informações do Estadão Conteúdo e agências internacionais.

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