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Investigação

Quem são os presos temporários na Operação Chabu  

Ação foi realizada na manhã desta terça-feira (18) em Florianópolis

18/06/2019 - 16h28 - Atualizada em: 19/06/2019 - 00h45

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Ação da Polícia Federal ocorreu nesta terça-feira (18)
Ação da Polícia Federal ocorreu nesta terça-feira (18)
(Foto: )

Sete pessoas foram detidas temporariamente na Operação Chabu, realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18) em Florianópolis. As identidades foram confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Entre políticos e servidores públicos estão o prefeito da Capital Catarinense Gean Loureiro (sem partido), o delegado da Polícia Federal Fernando Amaro de Moraes Caieron, o agente da Polícia Rodoviária Federal Marcelo Roberto Paiva Winter e o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima.

Gean Loureiro prestou depoimento e foi liberado ainda nesta terça. Em vídeo em uma rede social, o prefeito disse que vai mostrar que "tudo não passou de uma grande injustiça".

Ainda entre os presos estão José Augusto Alves, Luciano da Cunha Teixeira e Hélio Sant'anna e Silva Junior.

Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro

Eleito prefeito de Florianópolis em 2016, Gean Loureiro iniciou na vida pública aos 19 anos, ao se eleger como o vereador mais jovem da cidade. Foi deputado federal em 2011 e se elegeu como deputado estadual em 2014.

Pela decisão do TRF4, ele precisa ficar afastado da prefeitura por 30 dias e não poderá ter contato com pelo menos oito pessoas investigadas. Além disso, não pode se ausentar do Estado, conforme decisão de expedição dos mandados pelo Tribunal.

Informações sobre o que teria motivado o mandado de prisão preventiva contra o prefeito não foram divulgadas. Em nota divulgada pela manhã, a prefeitura de Florianópolis afirmou que Gean Loureiro concordou em prestar todas as informações necessárias no depoimento na Polícia Federal.

Afirmou ainda que a suposta relação entre o prefeito e os envolvidos não teria nenhuma ligação com eventuais atos. "As informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados à prefeitura", disse em nota.

O prefeito concedeu coletiva na noite de terça-feira, em que disse se sentir injustiçado. Disse que a polícia ouviu todas as informações e chegou à conclusão de que não teria nenhuma relação no processo. “Confrontou todos os dados, outros depoimentos e viu que não tinha nenhum motivo para eu ser preso”, relatou. Confira mais sobre a entrevista do prefeito aqui.​

Delegado da PF, Fernando Caieron

Considerado um dos pioneiros no combate ao tráfico de drogas sintéticas no país, o delegado de Polícia Federal Fernando Amaro de Moraes Caieron ficou conhecido em 2005, quando foi deflagrada a Operação Playboy, ação nacional que desarticulou uma das maiores quadrilhas de tráfico internacional que atuava no Brasil.

Na manhã desta terça-feira foi preso na operação da Polícia Federal. De acordo com decisão do TRF4, além da prisão temporária decretada pelo prazo de cinco dias, o juiz determinou o afastamento de suas funções ao delegado até conclusão das investigações, bem como a entrega de todos pertences funcionais – armas, roupas, distintivos. Caieron também está proibido temporariamente de acessar qualquer dependência utilizada pela força policial. A defesa do delegado não foi encontrada pela reportagem.

Agente da PRF, Marcelo Roberto Paiva Winter

O agente da Polícia Rodoviária Federal Marcelo Roberto Paiva Winter é um dos presos temporários da Operação Chabu. Lotado em Florianópolis atua na área de crimes de alta tecnologia, auxiliando em investigações e em forense computacional. Engenheiro elétrico por formação, também é diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Santa Catarina (SINPRF-SC) e professor de graduação.

A defesa informou à NSC que vai se manifestar somente depois que tiver acesso aos autos, mas adiantou que Winter prestou depoimento ainda na manhã desta terça-feira à PF. A Corregedoria da PRF tenta informações junto à PF, mas até as 16h não tinha detalhes.

Ex-secretário da Casa Civil, Luciano Lima

À frente da Casa Civil do governo do Estado durante todo o ano de 2018, Luciano Veloso Lima também atuou como gerente de Recursos Humanos e diretor de Assuntos Administrativos dentro da pasta. Administrador por formação, trabalha há 32 anos na administração pública, começando pela prefeitura de Videira, sua cidade natal.

Segundo o advogado de defesa, Rubens Cabral Farias Junior, o processo que envolve a Operação Chabu é sigiloso, motivo pelo qual não teve acesso à sua totalidade. A defesa informou, ainda, que o interrogatório contou com mais de 30 questionamentos e foi conduzido por um delegado de Curitiba (PR). Outras informações sobre a manifestação da defesa você encontra aqui.

José Augusto Alves, empresário

A reportagem não encontrou a defesa do investigado.

Luciano da Cunha Teixeira, empresário

Não foi encontrada a defesa do investigado.

Hélio Sant’anna e Silva Junior, advogado e ex-delegado da PF

A reportagem não localizou a defesa do investigado.

Grupo Nexxera

Entre os endereços onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão está o do Grupo Nexxera, que é um núcleo de empresas que funciona como ponto de ligação de transações financeiras e mercantis do país. O grupo fornece soluções que interligam empresas, fornecedores e clientes.

Em relação à ação da polícia uma nota foi divulgada:

“O Grupo Nexxera informa que ainda não sabe do que se trata essa operação, pois é uma fase de investigação e provas. Estamos confortáveis e vamos contribuir com o que for preciso com as autoridades

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