A Receita Federal definiu as regras para o uso de Inteligência Artificial (IA) nas auditorias fiscais no Brasil. O novo marco tenta equilibrar o apetite do fisco com os direitos dos contribuintes. A meta é usar algoritmos para rastrear o dinheiro de grandes empresas e CPFs, mas tudo sob a palavra final de um humano.
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O robô aponta, o auditor pune
A regra de ouro da portaria é clara e proíbe o julgamento robotizado. Os sistemas de IA vão minerar montanhas de dados e acender alertas de irregularidades, mas o martelo da punição só será batido por um servidor público.
Essa trava de segurança tenta blindar as empresas de erros de programação dos robôs. Para o contribuinte, é uma garantia de que notificações de multa passarão por um filtro humano, reduzindo a chance de cobranças absurdas e brigas na Justiça.
Caixa-preta proibida no fisco
A nova política também aperta o cerco contra o vazamento de dados sigilosos. A Receita Federal determinou que os sistemas de IA precisam ser totalmente auditáveis e explicáveis. Ou seja, o fisco tem que saber exatamente como o robô chegou àquela conclusão.
O documento também exige critérios para evitar preconceitos ou “vieses” dos algoritmos. O objetivo é garantir que a tecnologia avance sem atropelar garantias individuais ou perseguir setores específicos do mercado.
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Cerco cirúrgico contra a sonegação
Mesmo com as travas éticas, o poder de fogo da fiscalização vai dar um salto histórico. A inteligência artificial será alimentada em tempo real com o histórico financeiro do país, prevendo fraudes antes mesmo que o dinheiro suma dos cofres públicos.
Esse cruzamento de dados automatizado elimina o ritmo lento das auditorias manuais de antigamente. A estratégia une o poder do Big Data ao faro dos auditores para tentar estabilizar a arrecadação federal.
*Com edição de Luiz Daudt Junior.

