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ELEIÇÕES 2022

Rejeição ao voto impresso é 'vitória da transparência', diz deputado do PT de SC contra a proposta

Por 218 votos contra e 229 a favor, PEC foi rejeitada no Congresso nesta terça-feira (10)

11/08/2021 - 06h00

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Luana
Por Luana Amorim
Para deputado, voto impresso é um retrocesso na democracia
Para deputado, voto impresso é um retrocesso na democracia
(Foto: )

Uma vitória da democracia e da transparência. É assim que o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) se refere à rejeição da PEC 135/19 sobre o voto impresso, por 218 votos contra 229 a favor - número insuficiente para a proposta avançar. O texto foi votado nessa terça-feira (10) na Câmara dos Deputados.

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Uczai estava entre os parlamentares que votaram contra a proposta, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Para ele, a derrota é um reconhecimento da teconologia brasileira e da segurança nas urnas, que há mais de 13 anos fazem parte das eleições. 

— Bolsonaro e seus tanques foram derrotados. Foi uma vitória da democracia e da transparência — pontua o parlamentar. 

Mais cedo, em entrevista ao colunista da NSC, Renato Igor, na rádio CBN, o deputado já tinha se manifestado contra a PEC, dizendo que o "voto impresso é um retrocesso". Além disso, ele enfatiza que, caso fosse aprovado, o voto impresso iria piorar o atual sistema eleitoral brasileiro, com a demora na apuração dos votos, por exemplo. 

— Essa votação revelou a segurança no voto e o reconhecimento de um voto seguro. Para mim, os apoiadores da PEC não estão preocupados com a urna eletrônica, mas sim com o futuro do resultado das eleições do próximo ano—, explica. 

Além de Uczai, a deputada Angela Amin (PP-SC) também votou contra a PEC. Porém, nas redes sociais, a parlamentar alegou que houve um "erro no sistema" que não permitiu que ela mudasse a escolha. Já os demais 14 catarinenses votaram a favor da proposta. 

A PEC 135/19

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) previa que o voto continuasse sendo dado na urna eletrônica, mas que fosse impresso em uma cédula de papel, que poderia ser conferida pelo eleitor e utilizada para futuras auditorias da votação. O texto também pedia que a apuração ocorresse de forma exclusivamente manual, com contagem das cédulas em cada seção eleitoral ao final da votação.

O texto já tinha sido rejeitado na comissão especial que analisou o tema semana passada, por 23 votos a 11. Mesmo assim, ele foi levado para votação em plenário nesta terça-feira. 

A discussão da proposta ocorreu no mesmo em dia que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de um desfile de tanques de guerra em frente ao Congresso. A medida foi vista como uma forma de pressionar os parlamentares, já que o voto impresso se tornou uma das principais bandeiras do presidente nos últimos meses.

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