O caso Carol Seidler Calegari, de 7 anos, morta estrangulada em Tubarão, Sul de Santa Catarina, foi citado no Linha Direta de quinta-feira (18). A mãe da garota, Silvana Seidler, é a principal suspeita do crime e está foragida há 10 anos. Ela integra a lista da Interpol de procurados internacionalmente.

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Ao Linha Direta, o pai de Carol, Gilson Botega Calegari, afirmou que a filha era “exemplar, excelente”, e que Silvana era a “melhor mãe do mundo”. Pelo menos, no começo. Ele e Silvana se separaram em abril de 2014, ano do crime.

— Em setembro eu comecei uma relação com outra pessoa, e acho que ela começou a ter ciúmes —relembra Gilson. O gatilho para a violência pode ter sido uma conversa entre o ex-casal, onde Silvana teria pedido para voltar, mas Gilson negou.

Naquela segunda-feira, 22 de dezembro de 2014, o pai foi até a casa de Silvana, apertou o interfone e pediu para pegar Carol. Mas, segundo a mãe, a pequena havia desaparecido. Gilson entrou na casa para tentar procurar pela filha, tentou abrir um cômodo trancado, mas Silvana afirmou que a menina não estava lá, “nem sabia onde estava a chave”.

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FOTOS: Quem são os criminosos em Santa Catarina que estão na lista da Interpol

— Foi aí que começou o pesadelo — narra.

As últimas imagens de Silvana foram captadas pelas câmeras de segurança da delegacia de Tubarão, onde ela foi registrar um boletim de ocorrência do suposto desaparecimento da filha. Nas imagens, ela está dentro do prédio, e depois do lado de fora. Depois de registrar o BO, ela tenta sair de carro, mas é interrompida pelo irmão.

Silvana decide sair a pé, chega a voltar para a delegacia, mas, depois, segue de vez, caminhando. Foi a última vez que a mulher foi vista.

Gilson recebeu a notícia logo depois, de que Carol havia sido encontrada naquele quartinho trancado que ele mesmo havia tentado abrir, mas foi impedido pela ex-mulher.

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— O mundo acabou pra mim na hora.

Reportagens da época narram que a menina foi encontrada dentro de uma caixa de papelão, já morta, coberta por brinquedos. Ela tinha sinais de esganadura.

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Antes de sumir, Silvana deixou um bilhete ao ex-marido: “Esse é o seu presente de Natal”.

— Acho que foi a pior coisa do mundo, saber que a mãe matou a filha. Ela sufocou a menina. É um crime brutal. Uma hora, ela vai ter que pagar.

Silvana é procurada desde 2014 e está na lista vermelha da Interpol (Foto: Divulgação, Interpol)

Informações sobre o paradeiro de Silvana podem ser repassadas de forma anônima para a polícia, pelo 181.

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