A malacocultura brasileira — produção de ostras, vieiras e mexilhões — alcançou 9,56 mil toneladas em 2024, um aumento expressivo de 21,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (18). O aumento expressivo ocorreu, principalmente, por conta de Santa Catarina, que sozinha responde por 91% da produção brasileira.
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Isso significa que, no ano passado, o Estado produziu 8,7 mil toneladas de ostras, vieiras e mexilhões, com R$ 102 milhões em valor de produção. O Paraná, que está em segundo lugar, teve um valor de produção de R$ 4 milhões, número que evidencia a liderança de Santa Catarina no setor.
No Brasil, o setor da malacocultura gerou R$ 119,0 milhões, um aumento de 37% se comparado com o período anterior, de 2023. O crescimento, segundo o levantamento do IBGE, representa uma recuperação, uma vez que a produção em 2023 foi diretamente afetada por intensas chuvas.
Maiores municípios produtores são catarinenses
De acordo com a pesquisa, os sete municípios brasileiros que mais cultivam ostras são catarinenses, com Florianópolis na liderança, que adicionou R$ 37 milhões ao valor total de produção.
Além da Capital, Palhoça, Bombinhas, Penha, Governador Celso Ramos, São José e São Francisco do Sul também aparecem no ranking.
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SC ocupa 6ª posição nacional na aquicultura
O estado catarinense também se consolida como uma potência na aquicultura brasileira, alcançando a sexta posição nacional com um crescimento expressivo no valor da produção, de R$ 554 milhões para R$ 612 milhões em 2024. Neste setor, Florianópolis se destaca, com R$ 39,6 milhões. Ainda, a Capital também é líder na produção de sementes de moluscos (70,7 milheiros).
A diversidade da produção catarinense inclui espécies como carpa (5,3 mil toneladas, 2º lugar nacional), lambari (15,6 mil toneladas), pacu e patinga (67,7 toneladas kg), tilápia (40,8 mil toneladas, 4º lugar nacional), truta (341 toneladas, 2º lugar) e alevinos (215 mil milheiros).
*Sob supervisão de Luana Amorim
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