É esperado que após uma longa noite de sono, podemos acordar renovados e bem dispostos. A verdade é que nem sempre isso acontece. Há pessoas que passam nove, dez ou até mais horas na cama e, ainda assim, levantam cansadas e sem nenhuma disposição; com dificuldade para se concentrar ao longo do dia.

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Claro, dormir é algo essencial para o funcionamento do organismo, pesquisas mostram que tanto a falta quanto o excesso de sono podem estar associados a um maior risco de problemas de saúde. Especialistas explicam que o número de horas dormidas é apenas parte da história. A qualidade desse descanso costuma ser mais importante.

Em diversos casos, quem acredita estar dormindo “demais” pode, na verdade passar boa parte da noite com o sono interrompido por distúrbios que podem reduzir a sua eficiência, sem que possa perceber.

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Horas de sono nem sempre significa descanso

Os estudos mais recentes apontam que pessoas podem ter costume de dormir menos de sete horas ou mais de nove horas por noite apresentam, em média, maior frequência de doenças cardiovasculares, alterações cognitivas e outros problemas de saúde.

Isso não significa que dormir mais seja a causa direta dessas condições. Os pesquisadores destacam que existe uma associação entre os fatores, mas ainda investigam como essa relação está interligada.

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um dos principais motivos para esse fenômeno é que o excesso de tempo na cama pode esconder um sono fragmentado. A pessoa permanece deitada por muitas horas, mas desperta diversas vezes durante a noite e não consegue atingir um descanso realmente reparador.

Um problema por outro

Uma das condições mais comuns relacionadas a esse cenário é a apneia obstrutiva do sono.

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Nesse distúrbio, as vias respiratórias sofrem bloqueios repetidos enquanto a pessoa dorme. Como consequência, o organismo provoca pequenos despertares para restabelecer a respiração, interrompendo continuamente o ciclo natural do sono.

Muitas vezes esses despertares passam despercebidos, mas reduzem significamente a qualidade do descanso. Assim, alguém pode permanecer dez horas na cama e acordar como se tivesse dormido apenas uma parte deste tempo.

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Além da sonolência constante, a apneia está associada ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares e outras complicações metabólicas.

Dormir pouco / dormir demais: riscos semelhantes

Os especialistas observam que os extremos costumam trazer consequências parecidas quando o assunto é saúde.

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Entre os problemas mais frequentemente associados estão:

  • Maior risco de doenças cardiovasculares;
  • Pior desempenho da memória e da concentração;
  • Aumento da chance de desenvolver demências;
  • Alterações metabólicas;
  • Maior propensão ao ganho de peso.

A obesidade, inclusive participa desse processo em duas direções. Ela aumenta o risco de desenvolver apneia de sono e, ao mesmo tempo, pode ser agravada por noites mal dormidas ou de baixa qualidade.

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Cada organismo responde de forma diferente

Embora existam existam recomendações gerais sobre a duração ideal do sono, elas não funcionam da mesma maneira para todas as pessoas.

Há indivíduos que conseguem manter boa disposição dormindo pouco mais de seis horas por noite, enquanto outros precisam de até nove horas para apresentar desempenho físico e mental adequado.

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Por isso, médicos avaliam não apenas a quantidade de horas dormidas, mas também sintomas como fadiga constante, dificuldade de acordar, sonolência durante o dia, ronco intenso ou pausas respiratórias percebidas durante o sono.

Ambiente interfere no sono

Especialistas lembram que dormir bem depende de muito mais do que criar uma rotina antes de deitar. Curiosamente, o ambiente onde a pessoa vive influencia diretamente a capacidade de descansar.

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Ruídos constantes, iluminação excessiva, insegurança e moradias inadequadas podem impedir que o cérebro entre nas fases mais profundas do sono. Nesses casos, mudanças de hábitos ajudam, mas nem sempre resolvem o problema completamente.

Por isso, a qualidade do descanso também está relacionada às condições em que cada pessoa vive e ao ambiente ao redor.

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Impacto dos remédios

Quando a insônia resolve aparecer, a solução mais óbvia é o uso de medicamentos para dormir. Apesar de serem úteis em situações específicas, eles não costumam ser a única opção indicada para a maioria dos pacientes.

Entre medicamentos mais conhecidos estão o zolpidem, a zopiclona e a zalephona. Eles apresentam bons resultados quando utilizados por períodos curtos e com acompanhamento médico.

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O problema surge quando o tratamento se prolonga por meses ou até anos. Nesses casos, aumenta o risco de efeito como:

  • Sonolência durante o dia;
  • Redução da atenção;
  • Alterações cognitivas;
  • Episódios de sonambolismo;
  • Maior risco de quedas;
  • Aumento da probabilidade de acidentes de trânsito.

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Mesmo quando alguém acredita estar completamente desperto, alguns desses medicamentos podem continuar afetando os reflexos e a capacidade de reação.

Melatonina

A melatonina também ganhou espaço entre quem busca melhorar o sono, mas seu uso nem sempre é indicado.

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Ela possui utilidade principalmente para pessoas com alterações do ritmo circadiano, como quem trabalha em turnos ou enfrenta problemas relacionados ao relógio biológico.

Já para tratar a insônia comum, as evidências científicas continuam limitadas.

Outro ponto importante é que, no Brasil, a melatonina é comercializada como suplemento alimentar, e não como medicamento. Isso significa que sua produção segue regras diferentes das aplicadas aos remédios.

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Quando procurar ajuda

O sono excessivo sentido durante o dia, acordar cansado com frequência ou precisar dormir muitas horas para conseguir estar disposto pode indicar que existe algum problema interferindo na qualidade do descanso.

Também merecem avaliação médica sintomas como:

  • Ronco intenso;
  • Pausas na respiração durante o sono;
  • Despertares frequentes;
  • Dificuldades para permanecer acordado durante o dia;
  • Fadiga constante mesmo após longas noites de sono.

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Nessas situações, o acompanhamento com um especialista em medicina do sono pode ajudar a identificar a causa e indicar o tratamento adequado.

Dormir bem continua sendo um dos pilares da saúde. Mas isso não significa passar mais tempo na cama. para o organismo, a qualidade do sono costuma fazer muito mais diferença do que simplesmente aumentar o número de horas dormidas.

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