O tenente da Polícia Militar de São Paulo Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel — assassinada há 17 anos pelo ex-namorado Lindemberg Alves em um dos sequestros mais longos da história de São Paulo — fez a prova para ingressar na corporação justamente no dia em que recebeu a notícia da morte da irmã, em outubro de 2008. A história foi relembrada pela esposa do policial, Cintia Pimentel, em uma publicação feita no Instagram na última segunda-feira (22).
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Neste sábado (27), o atual oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi baleado na cabeça enquanto estava à paisana e parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no Grande São Paulo.
Ronickson está internado em estado gravíssimo e estável, sob monitoramento neurológico contínuo, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC Paulista.
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Veja fotos do caso do ataque à Ronickson Pimentel
“Transformar a dor em um propósito”
Na homenagem ao marido, Cintia destacou que a perda da irmã marcou um momento decisivo na trajetória do policial.
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“Talvez aquele dia tenha revelado o que sempre existiu dentro de você, a capacidade de se levantar quando a vida parece impossível. Você poderia ter permitido que a dor definisse a sua história, mas escolheu transformá-la em um propósito”, escreveu.
Ela também afirmou que a relação de Ronickson com a Polícia Militar começou antes da tragédia familiar.
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“Algumas pessoas costumam dizer que você entrou para a polícia por causa da perda da sua irmã, mas a verdade é que a admiração pela Polícia Militar já existia dentro de você muito antes. O que poucos sabem é que a sua história e a da polícia se cruzaram de uma forma que só os mais fortes conseguem suportar”, publicou.
Em outro trecho, Cintia disse que a tragédia não tornou o marido uma pessoa mais dura. “Você transformou a sua maior dor em uma missão de vida”, completou.
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Polícia investiga motivação do ataque contra PM
A Polícia Civil apura a motivação do ataque contra o tenente Pimentel. Segundo o major Marcos Verardino, em entrevista concedida neste domingo (28) no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, as investigações indicam que o crime foi planejado.
— A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza premeditado — afirmou.
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Dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio, tiveram a prisão temporária decretada pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André neste domingo. Eles foram encontrados pela Polícia Militar em Guaianases, na capital paulista.
A PM havia informado anteriormente que um terceiro suspeito, de 24 anos, também tinha sido detido. Porém, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele esteve no DHPP apenas para acompanhar o pai.
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Segundo a pasta, as investigações apontam que os suspeitos teriam ligação com os homens responsáveis pela perseguição e pelos disparos contra o policial militar. A apuração indica que eles teriam dado apoio à ação criminosa, atuando de forma coordenada com os executores por meio de veículos que acompanharam a motocicleta usada no atentado antes e depois dos tiros.
Dois veículos que estavam com os investigados foram apreendidos e serão periciados pelo Instituto de Criminalística.
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Os dois motociclistas que participaram diretamente do ataque continuam foragidos. As investigações seguem em andamento.






