O presidente do Samae de Blumenau esteve na Câmara de Vereadores na manhã desta quinta-feira (2) para explicar o motivo da constante falta de água na cidade nos últimos meses. Michael Schneider foi ao plenário atendendo uma convocação aprovada pelos parlamentares em fevereiro, quando o problema afetou moradores de vários bairros. O gestor citou a turbidez alta por causa das chuvas fortes no Alto Vale do Itajaí e pontuou investimentos previstos para amenizar a situação.

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Schneider abriu o encontro afirmando que a turbidez enfrentada no começo deste ano alcançou níveis que não eram vistos desde a tragédia de 2008. Pontuou que entre dezembro de 2022 e fevereiro deste ano, foram ao menos sete episódios de chuvas fortes, principalmente no Alto Vale, que deixaram a água do Rio Itajaí-Açu praticamente um lodo. Segundo o presidente do Samae, em dias normais, os níveis de turbidez ficam na casa dos 100 unidades por litro, mas chegaram a três mil.

Com a água barrenta, a capacidade de tratamento da autarquia em Blumenau caiu e os moradores perceberam o problema nas torneiras secas, principalmente quem não tem caixa de água.

Conforme o Samae, a produção diária de água na cidade é de 34 milhões de litros, mas equivale praticamente ao total consumido ao longo de um dia pela população. A solução é produzir mais, o que deve ocorrer com um investimento milionário projetado para a ETA 2, responsável por abastecer 70% da cidade. A expectativa é de que a obra permita passar de 800 para 1,6 mil litros de água tratada por minuto. Para isso, um reservatório com capacidade para 10 milhões de litros deve ser construído.

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Schneider garantiu aos vereadores que a ação também vai permitir captar a água em diferentes níveis do rio, uma opção mais rasa e outra mais profunda.  A depender da turbidez, será possível escolher. 

Os parlamentares questionaram, porém, o que será feito a curto prazo para que a situação não se repita, pois os temporais vão continuar ocorrendo. Para o Samae, a solução está na compra de seis placas que vão quebrar as partículas da turbidez e facilitar o tratamento. Esse é um investimento para daqui a seis meses. Enquanto isso, a autarquia afirma trabalhar paralelamente na aquisição e instalação de novos reservatórios para a Itoupava Norte e Vila Itoupava.

Questionado sobre a capacidade financeira do Samae para executar as obras, sobretudo diante do crescimento populacional, Schneider disse que dinheiro não é o problema. Segundo ele, o faturamento mensal da autarquia é de R$ 15 milhões e ainda há um superávit de R$ 20 milhões.

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