SC autoriza dose de reforço em idosos e vacinação de adolescentes contra Covid

Reforço pode ser ministrado em idosos que completaram o esquema vacinal há pelo menos 6 meses

Compartilhe:

Aplicação de vacinas contra Covid ocorre de maneira escalonada, do mais velho ao mais novo (Foto: Cristiano Andujar/PMF)

A aplicação da dose de reforço da vacina contra o coronavírus em idosos com mais de 70 anos foi autorizada nesta quarta-feira (1º) em Santa Catarina. O governo estadual também deu aval para o início da imunização dos adolescentes em municípios com doses da Pfizer disponíveis.

Continua após a publicidade

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Até o momento, a vacina produzida pela farmacêutica norte-americana é a única autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para menores de 18 anos.

Continua após a publicidade

Uma nota técnica elaborada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE) definiu os critérios para o início da vacinação destes públicos. 

A ideia é seguir o mesmo cronograma já estabelecido pelo Estado: primeiro para pessoas com comorbidades e, em seguida, de forma escalonada do mais velho ao mais novo (veja a ordem por idade abaixo). Também, a partir de 15 de setembro, inicia o reforço de pessoas com alto grau de imunossupressão.

De acordo com a nota técnica da Dive, a dose de reforço pode ser administrada em idosos acima de 70 anos que completaram o esquema vacinal há pelo menos 6 meses, independentemente do imunizante aplicado à época.

Já para as pessoas com alto grau de imunossupressão, o intervalo para a dose de reforço deverá ser de 28 dias após a última dose do esquema básico.

Continua após a publicidade

Variante Delta: veja a eficácia de cada uma das vacinas da Covid​​

Ordem de idade para reforço da vacina contra Covid:

a) idosos de 85 anos e mais;
b) idosos de 80 a 84 anos;
c) idosos de 75 a 79 anos;
d) idosos de 70 a 74 anos.

Continua após a publicidade

Pode beber depois de tomar a vacina da Covid-19?

Quem ganha reforço pelo alto grau de imunossupressão:

  • Imunodeficiência primária grave
  • Quimioterapia para câncer
  • Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) em uso de drogas imunossupressoras;
  • Pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 <200 céls/mm3; 
  • Uso de corticoides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias; 
  • Uso de drogas modificadoras da resposta imune (Anexo 2); 
  • Pacientes em hemodiálise; 
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas (reumatológicas, autoinflamatórias, doenças intestinais inflamatórias).

Teve reação à vacina da Covid-19? Saiba o que fazer

Continua após a publicidade

Imunização de adolescentes

A vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos vai ocorrer em dois grupos. O primeiro é o prioritário, que inclui menores de idade com deficiência permanente, com comorbidades, privados de liberdade, gestantes e puérperas. O segundo é por faixa etária, do mais velho ao mais novo.

A vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos está condicionada à autorização dos pais ou responsáveis legais.

Continua após a publicidade

Se o adolescente estiver acompanhado de um adulto responsável, a autorização pode ser verbal. Se o jovem estiver sozinho, é necessária a apresentação de um termo de autorização assinado pelo tutor.

Leia também

As diferenças entre as vacinas da Pfizer, Astrazeneca e Coronavac

Continua após a publicidade

Entenda como é feito o alargamento da praia em Balneário Camboriú

Entenda o conflito no Afeganistão com volta do Talibã ao poder em 10 perguntas e respostas​​​​