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Paralisação dos caminhoneiros

SC cogita uso de agentes do governo federal para desbloqueio das rodovias

Centro de Controle e Operações diz que órgãos de segurança vão fazer uso escalonado da força

09/09/2021 - 10h59 - Atualizada em: 09/09/2021 - 13h39

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Maria Eduarda
Por Maria Eduarda Dalponte
Carros em fila
Carros fazem fila para abastecer em diversas cidades do Estado
(Foto: )

Em coletiva de imprensa na sede da Defesa Civil, em Florianópolis, o governo de Santa Catarina divulgou as ações para combater a paralisação dos caminhoneiros e o consequente desabastecimento dos postos de combustíveis do Estado. O principal objetivo é desmobilizar as manifestações e garantir que os insumos essenciais, principalmente combustível, cheguem até o cidadão catarinense.

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Segundo o superintendente da PRF em SC, André Saul, um reforço do governo federal está vindo para o Estado com servidores da polícia especializados na negociação para o desbloqueio das rodovias.

No começo da manhã desta quinta-feira (9), 17 pontos estavam bloqueados pelos caminhoneiros nas vias federais, enquanto às 12h30min desta quinta eram apenas 3. Por conta da desmobilização, pode não ser mais necessário a vinda programada desses agentes, segundo a assessoria da PRF.

Durante toda a coletiva, os integrantes do Centro de Controle e Operações explicaram que o direito à reunião e liberdade de expressão é legítimo, porém, as ações da segurança pública do Estado visam ajudar aquelas pessoas que não querem participar do movimento e foram impedidas de trafegarem na via e garantir que os insumos essenciais, como o combustível, cheguem às cidades catarinenses.

Decreto garante prioridade a veículos de segurança e saúde

Como adiantou a colunista do NSC Total Dagmara Spautz, um decreto publicado pelo governo do Estado dá prioridade ao abastecimento de combustíveis para ambulâncias e viaturas. Além disso, o documento diz que o Procon deve agir quanto aos preços excerbados dos combustíveis e garantir o abastecimentos dos veículos prioritários.

Desmobilização

Segundo o coordenador do Colegiado de Segurança Pública, coronel Charles Alexandre Vieira, no dia 7 de setembro havia 26 pontos ativos de manifestações nas rodovias de Santa Catarina. Na quarta-feira (8), as mobilizações aumentaram, com 38 pontos de bloqueios. Agora, às 12h30min desta quinta (9), apenas três pontos são mantidos bloqueados pelos caminhoneiros, em Guaramirim, Canoinhas e Mafra, na BR-280.

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— O movimento está enfraquecendo e as rodovias tendem a voltar à normalidade. É um movimento desordenado e não existe uma causa única. O objetivo é desbloquear esses pontos do nosso Estado e permitir que as pessoas que não queiram fazer parte desse movimento possam trafegar livremente. Temos que manter a nossa cadeia produtiva alimentada para que o cidadão catarinense não seja prejudicado — explicou o coronel Vieira.

O processo de desmobilização busca usar conversa e negociação em primeiro lugar. 

— A partir do momento que a gente identifica pessoas que não querem estar no movimento, com prejuízo significativo para a circulação de mercadoria, a polícia age — explica o superintendente da PRF.

A Polícia Militar, que também atua na causa, inicia a aproximação com os pontos de paralisação falando com as lideranças locais e mostrando as ordem judiciais para desmobilização. Quando os caminhoneiros não cumprirem a ordem de juízes, os policiais tomarão medidas com o uso escalonado da força, segundo as informações repassadas na coletiva.

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