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    SC espera ter vacina contra o coronavírus até o começo de fevereiro, diz secretário de Saúde

    André Motta Ribeiro diz que o Estado aguarda a distribuição de doses por parte do Ministério da Saúde

    08/01/2021 - 12h41 - Atualizada em: 08/01/2021 - 13h59

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    Por Lucas Paraizo
    Vacina
    Ministério da Saúde tem plano de iniciar a imunização no Brasil em 20 de janeiro
    (Foto: )

    O secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, afirmou nesta sexta-feira (8) que espera, "em um cenário otimista", começar a vacinação contra o coronavírus em SC no final de janeiro, e "na pior das hipóteses" na primeira semana de fevereiro. A fala foi feita em entrevista ao Jornal do Almoço, da NSC TV.

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    Ribeiro repetiu as datas que já vêm sendo ditas pelo Ministério da Saúde. Conforme o ministro, Eduardo Pazuello, o cenário otimista do governo federal é iniciar a vacinação nacionalmente em 20 de janeiro, enquanto o cenário pessimista seria 10 de fevereiro.

    Ainda não se sabe qual será a primeira vacina disponibilizada aos brasileiros. O governo federal possui contratos de compra da vacina da AstraZeneca/Oxford e da CoronaVac, produzida no Butantan em São Paulo. A CoronaVac teve o pedido de liberação na Anvisa feito nesta sexta, e o Ministério da Saúde já confirmou a compra de 100 milhões de doses.

    O secretário de Saúde destacou também que Santa Catarina já possui um estoque de insumos garantido para a aplicação da primeira dose da vacina em todos os catarinenses que integram os chamados grupos prioritários:

    — Nesse momento, o Estado já tem distribuído, inclusive para os municípios, insumos suficientes (agulhas, seringas, etc) para atender a todas as fases iniciais. A ideia é ter 100% dos brasileiros vacinados em 2021, esse é o programa nacional, e em SC não é diferente.

    Questionado sobre a possibilidade do Estado comprar doses da vacina por conta própria, utilizando os R$ 300 milhões que o governador Moisés afirmou ter reservado para esse fim, o secretário disse que existe a possibilidade, mas que a prioridade de compra é do Ministério da Saúde, que irá distribuir de forma igualitária no país.

    — Temos recursos em caso de necessidade ou dificuldade do ministério, mas é um momento de unidade nacional. Eu espero e acredito que isso [SC comprar diretamente] não será necessário.

    Conscientização

    O secretário de Saúde disse que, junto da vacinação, será necessária uma campanha de conscientização da população para a importância de se imunizar:

    — Precisamos trabalhar no entendimento da população que a vacina traz, sim, proteção. E precisamos estar conscientes disso. Existe um movimento de certa desconfiança pela origem de uma vacina ou outra, mas precisamos entender que as autoridades sanitárias estão trazendo isso porque há uma segurança para a sociedade.

    Ribeiro comentou também que um novo pico de casos do coronavírus é esperado para Santa Catarina na segunda quinzena de janeiro, por causa das aglomerações registradas a partir do Natal e do Ano-Novo.

    — As regras básicas, quando cumpridas, são suficientes para reduzir a transmissão do vírus, mas é uma pena que parte da sociedade não entendeu isso da forma adequada — finalizou.

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    Fases de vacinação

    Segundo o cronograma do governo do Estado, a vacinação dos grupos prioritários será em quatro fases, assim como orienta o Ministério da Saúde.

    - Primeiro devem ser vacinados os trabalhadores da saúde, a população idosa a partir dos 75 anos de idade, as pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e a população indígena. O grupo é formado por 426.678 de pessoas, estima o governo.

    - Na segunda fase, a previsão é de que serão vacinadas pessoas de 60 a 74 anos. A população estimada para essa fase é de 844.644 pessoas.

    - No terceiro momento, a imunização será em pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença, entre os quais portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares. Este grupo soma 1.365.028 pessoas, na estimativa do governo.

    - Na quarta e última fase, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional estão incluídos. O grupo é estimado em 166.289 de pessoas.

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