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SC não tem data para concluir primeiras fases de vacinação contra a Covid-19, diz secretário

Titular da saúde do Estado disse que prazos da vacinação dependem de respostas sobre o quantitativo de doses a serem enviadas pelo Ministério da Saúde

10/02/2021 - 19h29 - Atualizada em: 10/02/2021 - 19h31

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Jean
Por Jean Laurindo
Secretário participou de forma remota em sessão sobre vacinação contra Covid-19 ocorrida na Alesc
Secretário participou de forma remota em sessão sobre vacinação contra Covid-19 ocorrida na Alesc
(Foto: )

Santa Catarina não tem data para concluir as fases 1 e 2 da vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina. A informação foi repassada pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, na tarde desta quarta-feira (10), em sessão especial da Assembleia Legislativa (Alesc) que discutiu a imunização contra o novo coronavírus.

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Segundo o secretário, os prazos para a conclusão dessas duas primeiras fases de imunização dependem do repasse de imunizantes por parte do governo federal. A busca por informações sobre quantidades de doses enviadas ao Estado motivou inclusive reuniões de Motta Ribeiro em Brasília nesta quarta-feira.

– Para definir data para terminar a primeira ou a segunda fase, precisamos entender o quantitativo que vai ser disponibilizado pelo Ministério, que também não tem essa informação porque isso é de distribuição internacional. Os laboratórios estão distribuindo para os países conforme a produção das vacinas. Estou aqui em Brasília para tentar trazer calendário para a vacinação, é importante, fundamental. Vim cobrar do ministério algumas discrepâncias de quantitativo de doses e espero sair daqui com algumas respostas. Quanto mais doses e mais agilidade, mais rapidamente iremos encerrar as quatro fases - afirmou o secretário.

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A fase 1 do plano de vacinação da Secretaria de Estado da Saúde compreende trabalhadores da saúde, pessoas com mais de 75 anos, idosos em asilos e indígenas e envolve 426 mil pessoas. Já a fase 2, que inclui pessoas com mais de 60 anos, possui cerca de 844 mil pessoas em SC. Juntas, as duas etapas totalizam 1,2 milhão de catarinenses.

Até o momento, no entanto, o Estado recebeu apenas 298 mil doses, quase um terço das cerca de 900 mil que seriam necessárias para imunizar a população da fase 1, considerando as duas doses.

Segundo o secretário informou na sessão desta quarta, já foram aplicadas 96.596 doses em SC desde o início da campanha de imunização, 53,7% do total disponibilizado ao Estado pelo Ministério da Saúde. O percentual, segundo Motta Ribeiro, excede os 50% porque o estado já aplica a segunda dose da Coronavac, que precisa ser ministrada 15 dias depois da primeira.

O secretário lembrou que os municípios começaram a vacinar pessoas com mais de 90 anos, mas que a imunização de trabalhadores da saúde continua em andamento.

– Os profissionais de saúde permanecem como prioridade, se houver sobras de vacinas de um ambiente ou outro, tem de ser utilizadas nos grupos prioritários, entre profissionais de saúde, indígenas ou idosos. Esse é o plano nacional e acordado entre todos, inclusive os municípios – afirmou.

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Vacinação de professores e compra de vacinas

A deputada Luciane Carminatti (PT) questionou o secretário sobre a possibilidade de vacinação dos profissionais de educação, em função do retorno às aulas em SC. Motta Ribeiro respondeu que a quantidade de vacinas não é suficiente para vacinar professores e servidores das escolas.

Uma possível compra direta de vacinas por parte do Estado para acelerar a imunização dos catarinenses foi questionada pelos deputados Vicente Caropreso (PSDB) e Ismael dos Santos (PSD). O secretário de Saúde de SC negou essa possibilidade e afirmou que os fabricantes das vacinas têm priorizado o governo federal.

“Nenhum laboratório fecha acordo com estado algum sem a anuência do ente federal”, afirmou o secretário, que propôs uma ação conjunta entre os Estados caso sejam necessárias compras diretas para ajudar o governo federal na obtenção de novas doses.

O Estado já anunciou que possui cerca de R$ 300 milhões reservados para possível compra de vacinas.

– A compra de vacinas é sempre um plano B, já nos manifestamos várias vezes que estamos alinhados ao Ministério da Saúde, mas se houver alguma dificuldade e o ministério assim entender, que há necessidade de participação do Estado, o Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) está organizado para fazer aquisições se assim for necessário – afirmou Motta Ribeiro.

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Proporção menor de pessoas vacinadas em SC

Durante a sessão, o secretário foi questionado pelo deputado João Amin (PP), que propôs a reunião especial, sobre a diferença entre o percentual de população vacinada no país (1,79%) e no Estado (1,05%). Motta Ribeiro afirmou que a discrepância ocorre porque há um número menor de indígenas em Santa Catarina.

O secretário também defendeu uma mudança de critério no cálculo da população vacinada, porque segundo ele, outros Estados possuem quantitativos maiores de grupos prioritários, como indígenas, o que provocaria “distorções” na análise dos números que vêm sendo divulgados atualmente.

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Quilombolas e máscaras para crianças

A deputada Luciane Carminatti também questionou por que os quilombolas, que estão na primeira fase do plano nacional, não estão sendo vacinados em SC. Motta Ribeiro respondeu que eles estão previstos para um segundo momento da fase 1, mas afirmou que o assunto será discutido para que a imunização comece a chegar também a esse grupo prioritário.

O secretário também foi questionado pelo deputado Fernando Krelling (MDB) sobre o uso de máscaras por crianças com menos de 6 anos de idade. O assunto veio à tona devido à volta às aulas na rede estadual de Santa Catarina, prevista para 18 de fevereiro. Na resposta, o titular da Saúde afirmou que o Estado está analisando o tema, que pode ter uma determinação do Estado nos próximos dias.

* Com informações da asssessoria de imprensa da Assembleia Legislativa de SC

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