Santa Catarina pode ter apenas um dos três senadores atuais do Estado com o nome nas urnas eletrônicas nas eleições de outubro deste ano. O senador Esperidião Amin (PP), que tem mandato terminando neste ano, é pré-candidato ao Senado e confirma que deve tentar a reeleição para o cargo. O político está envolvido na disputa interna da raia bolsonarista e duela com o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e com a deputada federal catarinense Carol de Toni (PL) pelas duas vagas de senador na chapa bolsonarista. Com os outros dois representantes catarinenses, a situação é diferente.

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A outra senadora catarinense que tem mandato encerrando neste ano, Ivete da Silveira (MDB), confirma que não será candidata à reeleição. Ivete era suplente do atual governador Jorginho Mello (PL), que foi eleito senador em 2018, mas deixou o cargo após se tornar governador, vencendo a eleição disputada no meio do mandato do Senado, em 2022. Segundo a assessoria da parlamentar, ela ainda avalia se pode ou não concorrer a outro cargo em outubro, mas pode participar do processo também apoiando outros candidatos na disputa a deputado, por exemplo.

O senador Jorge Seif (PL), único dos representantes de SC no Senado que tem mandato encerrando apenas em 2031, com mais quatro anos pela frente, informou que não será candidato a outro cargo em 2026.

Em alguns estados, os três senadores chegam a estar envolvidos em disputas para o governo, reeleição ao Senado ou outros cargos. É o caso, por exemplo, do Amazonas, em que os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM) são pré-candidatos à reeleição e Omar Aziz (PSD-AM), senador em meio de mandato, pretende concorrer a governador do Estado. Outro exemplo é o Rio de Janeiro, que pode ter Carlos Portinho (PL) como candidato à reeleição e Flávio Bolsonaro concorrendo à Presidência da República. Além deles, o senador Romário (PL), atualmente licenciado do cargo, também já teve o nome especulado para a corrida ao governo do Rio.

Veja nomes cotados para disputa ao Senado por SC em 2026

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A disputa pelo Senado ganhou relevância nos últimos meses, muito em função da ambição do grupo bolsonarista de eleger uma grande bancada no Senado para avançar com reações e pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O alvo principal é o ministro Alexandre de Moraes, que impôs derrotas à ala política, como a prisão e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros aliados envolvidos na trama golpista e nos atos de 8 de janeiro de 2023. O Senado é a Casa responsável por aceitar e julgar pedidos de impeachment de ministros do STF.

Em SC, a corrida pelo Senado provoca ainda mais movimentação em razão da disputa que envolve o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que trocou o domicílio eleitoral para SC e deve concorrer a senador pelo Estado. A manobra deve reduzir o espaço para Carol de Toni, que pode ter que trocar de partido se também quiser concorrer ao cargo.

Maioria dos senadores pretende tentar reeleição

As sinalizações dos senadores catarinenses para as eleições deste ano vão em linha semelhante à registrada pelos senadores dos outros estados. Levantamento do jornal Folha de S.Paulo, publicado na última semana, indicou que dos 54 senadores que chegarão ao fim do mandato neste ano, ao menos 33 indicam que pretendem concorrer à reeleição.

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Dos restantes, 12 consideram o futuro indefinido, seis afirmam que não pretendem disputar as eleições deste ano, e três pretendem concorrer a outros cargos. É o caso, por exemplo, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que planeja ser candidato à Presidência da República.

Outro exemplo é o senador Eduardo Girão (Novo-CE), que também está em fim de mandato e pretende concorrer ao governo do Ceará.

Entre os seis senadores que afirmam não pretender participar das eleições deste ano, quatro dão sinais de que podem se aposentar das corridas eleitorais: Cid Gomes (PSB-CE), Jader Barbalho (MDB-PA), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e Paulo Paim (PT-RS).