Hugo Alencar era extremamente comunicativo, querido e humano. Apaixonado por Jurerê Internacional, o jovem empresário, de 37 anos, ajudava instituições de caridade, projetos sociais e estava sempre disposto a amparar os amigos. Uma sensação de cansaço e a dor de cabeça insistente foram os primeiros sintomas da doença que o levou a morte na última quinta-feira (3). Apesar de seguir todos os cuidados, Hugo acabou infectado com o coronavírus e, depois de três paradas cardiorrespiratórias, acabou não resistindo. 

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> Morre o empresário Hugo Alencar, em Florianópolis, vítima da Covid-19

— Eu jamais imaginei porque ele não estava saindo de casa. Ele me trouxe um montão de máscara N95 e me disse pra usar duas de uma só vez. O tempo todo ligava, dizia que me amava e pedia para eu me cuidar. Foi questão de uma semana. Foi uma fatalidade, uma infelicidade ele se infectar — conta a mãe, Estella Allencar. 

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Hugo tinha bronquite asmática, que não é considerada uma comorbidade pelo Ministério da Saúde para a vacinação contra a Covid-19. Para Estella é uma dor indescritível não ter tido a chance de proteger o filho contra o vírus. 

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— Não consegui proteger o meu filho por causa do Ministério da Saúde. Eu, mulher de médico, que fez vários congressos importantes mundo afora, ver o meu filho morrer por causa desse governo genocida. Isso é assustador. É um absurdo porque o meu filho poderia estar aqui. Um menino que foi extremamente querido, humano. A minha casa está cheia de flores, mas eu queria meu filho de volta. Se ele tivesse tomado a vacina ele teria se salvado. Fica a revolta. Eu sempre fui ligada à ciência, o meu marido era apaixonado pela medicina, em salvar vidas. É revoltante ver os outros países voltando e ver o Brasil indo pro fundo do poço por falta de vacina — desabafa.

Hugo nasceu em Uberlândia, Minas Gerais, e se mudou com a mãe para Curitiba/PR ainda criança. Ele chegou a cursar Psicologia, morou na Itália por oito anos, e, de volta ao Brasil, formou-se em Comunicação Social. Em 2005 mudou-se para Florianópolis, onde fundou a Revista Jurerê. Em 2014, o empresário também criou a Associação Grêmio Recreativo e Escola de Samba – Imperadores de Jurerê. Ao lado do marido, Douglas Ferreira, Alencar era um dos maiores entusiastas do Bairro. 

— Ele defendeu muitas causas em Jurerê Internacional. Ele amava isso aqui, era o sonho dele. E eu vim morar pra cá pra estar mais perto dele, era meu único filho — lembra a mãe. 

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