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Seis a cada dez pessoas estão imunizadas contra a Covid-19 em SC

De acordo com dados do Monitor da Vacina, até esta quinta-feira (4), 4.353.110 catarinenses tomaram a segunda dose ou a vacina de dose única

04/11/2021 - 18h14 - Atualizada em: 05/11/2021 - 21h36

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Luana
Por Luana Amorim
Apesar do número, mais de 460 mil pessoas não voltaram para tomar a segunda dose no Estado
Apesar do número, mais de 460 mil pessoas não voltaram para tomar a segunda dose no Estado
(Foto: )

Seis a cada dez catarinenses já estão completamente imunizados contra Covid-19. Até esta quinta-feira (4), 4.353.110 pessoas já haviam recebido a segunda dose ou a vacina de dose única, o que representa 60,02% de toda a população de Santa Catarina. Os dados são do Monitor da Vacina do NSC Total, que é alimentado com informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES). 

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Os números também apontam que 71,09% da população vacinável em SC está imunizada. Fazem parte desse grupo todas as pessoas com 12 anos ou mais, ou seja, aquelas que estão aptas a receber a vacina contra a Covid. 

Entre os grandes municípios de Santa Catarina, a Capital, Florianópolis, tem o maior percentual da população vacinada com as duas doses ou a dose única, com 72,40%. Aparecem em seguida Chapecó, com 68,72% e Palhoça, com 62,50%. (veja a situação nas dez maiores cidades do Estado abaixo)

Em relação a primeira dose, 9 em cada dez catarinenses, com 12 anos ou mais, estão vacinados. Segundo o Monitor, 5.596.041 vacinas foram aplicadas até esta quinta-feira, o que representa 77,16% da população total e 91,39% da população vacinável. 

Segundo o infectologista Martoni de Moura e Silva, apesar do cenário animador, ainda é preciso ter cautela com as medidas. 

— Não existe uma porcentagem mágica. É preciso ficar de olho na taxa de transmissibilidade. Se ela está baixa, já é possível pensar em flexibilizar as medidas. Por enquanto, é importante mantê-las— diz. 

Vacinação pode terminar em abril 

Segundo o Monitor da Vacina, na quarta-feira (3), a média diária de aplicação está em 24.374 doses. Caso continue nesse ritmo, a previsão é de que toda a população com 12 anos ou mais receba a primeira dose até o dia 15 de dezembro. 

Já em relação a segunda dose, o término da campanha aconteceria em abril, dependendo do tipo de vacina aplicada. Isto porque cada imunizante possui um intervalo diferente para a primeira e segunda dose: de 10 a 12 semanas a Astrazeneca, 8 semanas a Pfizer e de 28 dias a Coronavac. 

Mas, é importante salientar que o número ainda não leva em conta a vacinação em crianças. Isto porque nenhum imunizante foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação nesta faixa etária. 

O infectologista reforça, porém, que também é importante vacinar esse grupo, principalmente antes de liberar novas flexibilizações, mesmo que eles apresentem um menor número de infecções. 

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Volta para a segunda dose ainda é desafio 

Apesar de ter alcançando 60% da população imunizada nesta quinta, o número poderia ser maior em Santa Catarina. Isto porque 465.431 pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) da última segunda-feira (1º). 

O maior número de faltantes está em quem recebeu a AstraZeneca, onde 181.010 catarinenses ainda precisam completar o esquema vacinal. Já em relação a Pfizer e Coronavac, são 143.842 e 140.579 pessoas, respectivamente. 

Para Moura e Silva, há três motivos que acaba influenciando na baixa procura das doses: 

—Primeira coisa, a pessoa recebe a primeira dose, tem alguns sintomas colaterais e acha que vai sentir aquilo novamente e acaba não voltando. Outra coisa é aqueles que tem a falsa sensação de que a pandemia está controlada e, por isso, acham que não precisam da segunda dose. E também tem aqueles que faltam com o compromisso, vão na empolgação da primeira dose, mas não completam o esquema. Isso é um problema muito grave — pontua. 

Por isso, ele reforça a importância das pessoas voltarem para tomar a vacina, já que a Covid é um vírus que sofre mutações e, sem a proteção necessária, há riscos de que um novo cenário pandêmico ocorra no futuro. 

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