nsc
    an

    Polícia

    Seis pessoas são presas em Joinville após protestos contra ação da Prefeitura e da Celesc

    Situação ocooreu na tarde desta terça-feira, em área de ocupação irregular

    18/08/2020 - 18h34 - Atualizada em: 18/08/2020 - 18h57

    Compartilhe

    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra fogo em pneus
    Depois de terem a energia elétrica suspensa, moradores fizeram protesto na rua Jarivatuba, em Joinville
    (Foto: )

    Um protesto na zona Sul de Joinville levou seis pessoas a serem presas nesta terça-feira (18). O protesto começou pacífico, mas foi agravado pelo fechamento de uma rua com pneus incendiados e pela agressão a policiais, segundo informações da Polícia Militar. 

    > Quer receber notícias de Joinville e Norte de SC por WhatsApp? Clique aqui e entre no grupo do A Notícia

    A manifestação dos moradores ocorreu na rua Jarivatuba, motivada pela ação de fiscalização em uma ocupação irregular construída em uma área de preservação permanente, no final da rua Dimas Nunes Francisco, no bairro Fátima. Equipes da Celesc e funcionários da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente (Sama) atuaram fiscalizando irregularidades na rede elétrica e notificando moradores com residências em áreas de risco. A energia elétrica foi suspensa no local, com a retirada da fiação.

    Leia também: Trabalhadores da saúde protestam contra falta de transporte para o trabalho Moradores protestam contra local da instalação da estação de esgoto em Joinville Segundo a Prefeitura de Joinville, todas as casas serão embargadas. Cerca de 50 moradores foram notificado pela Sama para regularizar a construção que está em área de preservação e terão 30 dias para isso, podendo ser prorrogados. Durante as vistorias, foram apreendidos entorpecentes como crack, maconha, cocaína e dinheiro, e 11 pessoas foram conduzidas para à Central de Polícia. 

    Após a ação, alguns moradores do local realizaram uma manifestação com queima de pneus e outros materiais. As chamas tomaram grande proporção e foi necessária a presença dos Bombeiros Voluntários. Segundo o tenente Berreta, da Polícia Militar, um dos moradores foi até uma ambulância dos bombeiros e ateou fogo no automóvel. Em seguida, correu contra a multidão, incitando as pessoas a também reagiram contra os agentes. 

    Outros dois homens atiraram pedras contra os policiais e também incentivaram os demais a atacarem os representantes do poder público. A Equipe de Patrulhamento Tático e a Rocam formaram uma linha com técnicas de choque ligeiro e usou granadas explosivas para dispersar os manifestantes. 

    Os homens que haviam se envolvido na depredação da ambulância e na agressão aos policiais fugiram, mas foram acompanhados visualmente pelo helicóptero da Polícia Militar, de onde os policiais puderam verificar onde haviam se escondido. Eles foram presos em flagrante e podem responder por incitação ao crime, dano ao patrimônio público e resistência. 

    Colunistas