A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um requerimento do senador catarinense Esperidião Amin (PP) sobre as investigações ligadas ao caso Master. O documento pede que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, preste informações sobre os títulos emitidos pelo antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) em operações ligadas ao Banco Master, aos fundos da Reag e a outras entidades.

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O requerimento de Amin busca saber se o Banco Central instaurou procedimentos para apurar o caso, se foram identificados títulos do antigo Besc em operações ligadas ao Master e quais providências foram eventualmente adotadas.

O parlamentar defende que as explicações são importantes para ampliar a transparência sobre operações que envolvem o banco que fez parte da história de SC.

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— O antigo BESC teve um papel fundamental no desenvolvimento econômico do nosso Estado. É legítimo que o Senado busque esclarecimentos sobre a utilização de títulos emitidos por essa instituição em operações que estão sendo objeto de investigação por órgãos de controle. Nosso objetivo é garantir transparência, fortalecer a fiscalização e contribuir para o aperfeiçoamento dos mecanismos de supervisão do Sistema Financeiro Nacional — argumentou.

Veja fotos antigas do Besc

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A expectativa é de que as respostas permitam identificar eventuais necessidades de aperfeiçoamento da legislação e do sistema de fiscalização de operações financeiras.

Besc e Banco Master

A presença de títulos do antigo Besc, também chamados de “cártulas” ou cautelas de ações, entre os ativos dos fundos da Reag, que ajudaram a inflar o patrimônio do Banco Master, foi revelada ainda no início do ano, após as primeiras etapas da investigação do caso Master.

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As manobras envolvendo as antigas ações do Besc ganharam mais evidência depois que fundos de investimento geridos pela Reag, ligados ao banco Master, e o controlador da Reag, João Carlos Mansur, foram alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no dia 14 de janeiro. A investigação apontou os títulos do Besc seriam usados para inflar o patrimônio desses fundos.

Para justificar as altas transferências feitas nos esquemas e empréstimos, os fundos de investimento ligados ao Master precisavam possuir grandes ativos. Era nessa etapa que entravam as ações do extinto Besc. Segundo as investigações, os fundos adquiriam antigas ações do Besc, documentos físicos em papel que comprovavam a posse de cotas do banco, e “inflariam” os valores desses títulos para aumentar o patrimônio dos fundos.

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Segundo ele, quando o Besc foi incorporado pelo Banco do Brasil, a instituição ofereceu ações do BB aos acionistas do Besc. As novas ações, no entanto, já eram em formato digital, e não foi exigido o recolhimento das cártulas físicas que comprovavam as antigas ações do Besc. Com isso, os papéis de quem não devolveu as ações ao banco ou eventualmente não aceitou a proposta do Banco do Brasil continuaram a circular e serem negociadas, mesmo com baixa liquidez — possibilidade de transformá-las novamente em dinheiro. Reportagem do NSC Total de fevereiro deste ano explicou como os fundos ligados à Reag e ao Master teriam utilizado as “cártulas” do Besc entre as operações financeiras dos últimos anos.