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    Sequestro de menina em Palhoça teve como motivação abuso sexual e pornografia infantil, diz polícia

    Segundo delegado, casal que está preso pelo crime aliciava crianças de famílias carentes para cometer abusos sexuais e produzir material pornográfico

    30/12/2020 - 10h04 - Atualizada em: 30/12/2020 - 12h49

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    Por Guilherme Simon
    Coletiva Policia Civil
    O delegado Fábio Pereira e a diretora de Polícia Civil da Grande Florianópolis, Eliane Chaves, durante coletiva na manhã desta quarta (30)
    (Foto: )

    O casal que foi preso após sequestrar uma menina de 4 anos em Palhoça, na Grande Florianópolis, tinha como motivação praticar abuso sexual e produzir materiais de pornografia infantil, informou nesta quarta-feira (30) a Polícia Civil, após concluir o inquérito sobre o caso. 

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    Conforme as investigações, o casal preso aliciava crianças de famílias carentes para cometer abusos e produzir material pornográfico com elas. Ao menos 8 famílias foram ouvidas pela polícia. Em dois casos, ficou comprovada a prática de crime, incluindo um estupro de vulnerável.

    Segundo o delegado Fábio Pereira, responsável pelo caso, as investigações apontaram que a menina que foi sequestrada em Palhoça não chegou a ser abusada sexualmente. Porém, de acordo com ele, a polícia concluiu que essa era intenção do casal porque esse era o ‘modus operandi’ dos investigados. Conforme Pereira, os dois agiam procurando famílias carentes nas redes sociais e tentavam se aproximar oferecendo ajuda com a intenção de praticar os crimes.

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    — Eles se aproximavam dessas famílias dando cestas básicas, passeios, presentes para crianças, ganhavam a confiança das famílias, e algumas crianças depois os pais deixavam que elas passassem... teve criança que restou apurado que passou mais de um mês na casa do casal. E uma dessas crianças foi vítima de crimes de abuso sexual, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (...) e também essa mesma criança teria sido vítima de estupro de vulnerável. Outras crianças foram levadas para a residência, mas não ficou apurado que elas teriam sido vítimas — disse o delegado, durante coletiva na Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis, em Florianópolis.

    Ainda conforme Fábio Pereira, o casal foi indiciado por crimes de sequestro qualificado, estupro de vulnerável, abuso sexual, lesão corporal grave (contra a mãe da menina de Palhoça), armazenamento de pornografia infantil e maus-tratos a animais (contra uma cadela encontrada na casa do casal). Os dois estão presos preventivamente.

    Segundo o delegado, eles foram ouvidos na terça-feira (29). Em depoimento, a mulher, de 29 anos, disse que só queria ajudar crianças carentes. Já o homem, 44, ficou em silêncio.

    Relembre o caso

    A menina de 4 anos foi levada da casa da família, no bairro Aririú, em Palhoça, na noite do último dia 18 de dezembro. A mãe da menina foi agredida com um ferro e desmaiou. Pouco mais de 24 horas depois, a criança foi resgatada pela polícia em uma casa no bairro Cachoeira do Bom Jesus, no Norte da Ilha, em Florianópolis, e o casal foi preso.

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    Aos policiais, a mãe da criança contou que os dois já tinham se aproximado dela e da filha. Primeiro, eles teriam ido até a rua onde mãe e criança moram e se oferecido para levar a menina para comprar doce. A mãe interveio e não permitiu. Depois, entraram em contato por redes sociais prometendo doações à família. Quando a mulher os recebeu para a suposta entrega, foi agredida e teve a filha sequestrada.

    O casal está preso desde o último dia 20 de dezembro. Eles são naturais de Santiago, no Rio Grande do Sul.

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