Os servidores de São José, na Grande Florianópolis, entraram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (5). Além da cidade, servidores da Capital também estão com os serviços paralisados desde 23 de abril. O ato impacta principalmente as áreas da saúde e da educação.

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Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José (Sintram/SJ), a greve foi deflagrada após uma assembleia geral, feita na última quarta-feira (29). Os servidores alegam que a prefeitura de São Jsoé não apresentou propostas concretas que atendam às demandas da categoria, mantendo-se em silêncio diante das tentativas de negociação. 

O sindicato pede chamada imediata dos classificados em concursos abertos “diante do déficit de ao menos 400 trabalhadores na saúde e assistência social, além da falta de profissionais na educação e administração”;  o fim das terceirizações no serviço público; isonomia na carreira e revisão salarial de técnicos e auxiliares de enfermagem.

Em nota (veja abaixo), a prefeitura de São José informou que segue em processo de negociação com sindicato, “buscando o entendimento e a construção de soluções conjuntas”. O executivo, entretanto, não informou quais serviçoes não estão funcionando na cidade ou a porcentagem de profissionais paralisados.

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Greve impacta serviços de saúde e educação em Florianópolis

Em Florianópolis, cerca de 23,1% dos servidores que atuam em Escolas Básicas Municipais (EBMs) estavamn paralisados até esta segunda-feira (4). No Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIMs), 22,1% dos profissionais estavam em greve.

Na área da saúde, 10,79% dos profissionais estavam em greve em Florianópolis nesta segunda-feira. Os centros de saúde com maior percentual de profissionais em greve são Saco Grande, Novo Continente, Cachoeira do Bom Jesus, Rio Tavares.

A prefeitura orienta que os pacientes busquem o Alô Saúde Floripa para tirar dúvidas sobre o funcionamento do serviços. Também é possível solucionar o que for possível de forma remota, pelo 0800 333 3233.

Entenda a greve

A paralisação dos servidores de Florianópolis teve início às 7h da última quinta-feira (23). De acordo com o Sintrasem, a greve foi deflagrada após a Prefeitura de Florianópolis não atender às reivindicações apresentadas na data-base.

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A proposta encaminhada pelo Executivo acabou rejeitada por não contemplar demandas consideradas centrais pela categoria. Os servidores também denunciam sobrecarga de trabalho e uma “deterioração das condições de trabalho”.

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis lamentou a decisão e afirmou que estaria atuando para evitar impactos nos serviços essenciais prestados à população. A administração municipal ressaltou ainda que mantém diálogo com as categorias e que “cumpre integralmente todos os acordos firmados”.

No dia 30 de abril, o O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou, nesta quinta-feira (30), a ilegalidade da greve.

O que diz a prefeitura de São José

“A Prefeitura de São José informa que segue em processo de negociação com sindicato, buscando o entendimento e a construção de soluções conjuntas.

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A administração municipal destaca que está atuando de forma preventiva para garantir que os serviços públicos não sejam prejudicados, assegurando o atendimento à população e a continuidade das atividades essenciais”.